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“Talento e sensibilidade para moldar o futuro”

Data: 10 janeiro 2013 - Hora: 17:23 - Por: Dani Pacheco

“Talento e sensibilidade para moldar o futuro” com esse tema um dos eventos mais significativos do calendário turístico do Rio Grande do Norte, a Fiart – Feira Internacional de Artesanato chega a sua 18ª edição, no período de 18 a 27 de janeiro, sempre das 15 às 22h, com a parte cultural indo até 23h e pretende movimentar o verão potiguar, além de incrementar a renda de cerca de mil artesãos, distribuídos por 385 estandes.

A Fiart acontece no Pavilhão das Dunas do Centro de Convenções, apresentando em sua programação, a venda de produtos artesanais do Rio Grande do Norte e de todas as regiões do Brasil, além de países confirmados como Indonésia, Senegal, Filipinas, Índia, Equador, Paquistão, Palestina, Marrocos, Emirados Árabes, Itália, Peru, Argentina, Bolívia e Turquia.
A Feira Internacional de Artesanato também tem foco na cultura, como conta o coordenador do evento, Neiwaldo Guedes, “a programação cultural é muito vasta e diversificada, mas não deixo de indicar para as pessoas o Festival Folclórico com atrações interessantes de diversos municípios, o Salão da Cerâmica, que resgata a história da cerâmica no Rio Grande do Norte, a presença das tribos indígenas, com suas etnias. Vem uma tribo do Xingu, teremos as próximas ao Rio Grande do Norte e as locais e, o mamulengo, que diverte todo mundo”.

O coordenador do evento Neiwaldo Guedes, lembra ainda que a Fiart é conhecida por ser um evento que consegue movimentar a cidade economicamente e que neste ano pretende superar o número de visitantes que no ano passado foi de 70 mil.
O empresário Neiwaldo Guedes concedeu entrevista para O JORNAL DE HOJE. Confira!

 

O JORNAL DE HOJE – Qual a importância da Fiart para a capital potiguar?
Neiwaldo Guedes – Vamos começar pegando o aspecto turístico. O visitante chega aqui, tem praias, passeia pelo shopping que é igual em todo canto, come uma boa alimentação num badalado restaurante e, fica órfão de uma programação cultural mais cedo, que seja acessível em termos de entrada, que ofereça boa diversão, compras e onde toda a família possa ir. Se ele estiver aqui no período de 18 a 27 próximo essa lacuna não vai existir, pois a Fiart é um evento de dez dias, acontece das 15 às 22h, com a parte cultural indo até 23h em alguns dias, com preço de entrada simbólico, ideal para todas as idades, um evento bonito, grandioso, bem feito, querido por todos, enfim, quem estiver aqui e for, vai sair com uma boa impressão da cidade, também neste aspecto. Levando para o lado financeiro, beneficia milhares de pessoas em várias áreas. Levando para o campo político, agrega valor a todos os parceiros. Levando para o lado cultural, oferece visibilidade e bons contratos para todos que sobem ao palco. Sob todos os ângulos, a Fiart é importante para a cidade.

O JORNAL DE HOJE – É um evento que já faz parte do calendário de eventos da cidade. O que justifica essa afirmação?
Neiwaldo Guedes – Ele existe há 18 anos sem interrupção. Sua organização é elogiada por todos e tem o aval do Sebrae, que não se envolve em eventos de baixa credibilidade e com furos em sua formatação e organização. Sua perenidade, suas parcerias, sua qualidade, o tempo em que ocorre, credencia a Fiart a integrar o calendário de eventos da cidade, tornando ele mais rico e culturalmente forte nesta alta estação.

O JORNAL DE HOJE – Outro fato que chama atenção é o crescimento da feira que não está limitado à questão econômica. Poderia fazer um comparativo sobre isso?
Neiwaldo Guedes – Um dos orgulhos que tenho como idealizador e coordenador da Fiart é seu permanente crescimento em todos os aspectos. A Fiart cresce em número de estandes, em área ocupada, em visitação, em vendas, na programação cultural, sendo um “case” de sucesso potiguar. Credito isso as parcerias que temos, os apoios, a adesão do público, a nossa equipe de organização, com pessoas, como Cristina, Flávio Rezende e minhas filhas, que estão conosco desde o início, além dos artesãos e pessoas ligadas ao artesanato, que apostam no evento e o fortalecem a cada edição.

O JORNAL DE HOJE – No ano passado a Fiart movimentou mais de R$ 5 milhões. Qual é a previsão para este ano?
Neiwaldo Guedes – A expectativa é que o crescimento financeiro aumente, como vem acontecendo sistematicamente, segundo pesquisa Smart realizada junto aos artesãos participantes. Não vou arriscar um valor, mas teremos um crescimento sim, creio nisso e ponho fé na força das mulheres que adoram lembrancinhas e produtos artesanais diversos. Os maridos que se preparem, as mulheres vão as compras com vontade em mais esta edição da Fiart.

O JORNAL DE HOJE – E, estimativa de visitantes para esta edição?
Neiwaldo Guedes – Como a Fiart acontece durante dez dias, acredito que vamos chegar a superar os 70 mil visitantes, o que dá uma média de sete mil pessoas. Claro que vai ter dia com menos e, nos fins de semana, mais. Esse crescimento é mais um indicativo do sucesso do evento, que atrai por vários motivos, o lado comercial, a variedade dos produtos, a possibilidade de acessar peças produzidas em outros países, a programação cultural que põe no palco o melhor do nosso folclore, com grupos de diversos municípios, realmente um momento ímpar para as pessoas que gostam de aproveitar coisas variadas e diferentes e de boa qualidade num mesmo lugar e num momento de relax e de férias.

O JORNAL DE HOJE – Este ano, quantos países participarão da Fiart?
Neiwaldo Guedes – Teremos em 2013 o melhor do artesanato de 13 países, tais como: Indonésia, Senegal, Filipinas, Índia, Equador, Paquistão, Palestina, Marrocos, Emirados Árabes, Itália, Peru, Argentina, Bolívia e Turquia. Ainda aguardamos mais alguma confirmação. Esses artesãos dão mais brilho ao evento e tornam a Fiart internacional.

O JORNAL DE HOJE – Qual a sua opinião sobre o artesanato potiguar?
Neiwaldo Guedes – Reputo um trabalho de excelente qualidade. Temos aqui pessoas qualificadas e premiadas na cerâmica, na argila, na tapeçaria, palha de coqueiro, vidraçaria, sisal, artes plásticas e no artesanato agregado ao vestuário, além dos famosos bordados de Caicó. Políticas governamentais incentivam, qualificam e dão espaço para que os artesãos possam participar de eventos. Vários que vão estar na Fiart conseguem apoio em seus municípios, do Governo do Estado, do Sebrae e até do governo federal que vai estar presente através do Programa do Artesanato Brasileiro, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

O JORNAL DE HOJE – Além disso, vocês sempre tiveram a preocupação de associar à venda do artesanato a eventos culturais paralelos. O que motivou essa iniciativa?
Neiwaldo Guedes – Um evento sem uma programação cultural fica sem graça. A pessoa não consegue ficar o tempo todo comprando, olhando as coisas. Como boa parte dos visitantes chega em família, o momento de sentar, observar um show, um grupo folclórico, comer algo, faz parte da cultura do prazer, a hora da socialização, a conversa gostosa, a convivência fraterna. A programação cultural agrega valor ao evento e proporciona aos visitantes a hora do sorriso, da apreciação. É o alimento da alma.

O JORNAL DE HOJE – Poderia destacar alguns artesãos potiguar?
Neiwaldo Guedes – Esta é a pergunta mais difícil, pois diante de tantos talentos, fica complicado eleger alguns, mas para não deixar a questão sem uma posição minha, em nome de todos, registro os da santeira Luzia Dantas de Currais Novos, o de Ambrósio, o escultor em madeira Santana e, finalizo as homenagens com o ceramista José Santana, lembrando que todos os demais têm meu reconhecimento pelo talento que possuem.

O JORNAL DE HOJE – Conte pra gente, quais serão as atrações culturais deste ano?
Neiwaldo Guedes – A programação cultural é muito vasta e diversificada, mas não deixo de indicar para as pessoas o Festival Folclórico com atrações interessantes de diversos municípios, o Salão da Cerâmica, que resgata a história da cerâmica no Rio Grande do Norte, a presença das tribos indígenas, com suas etnias. Vem um tribo do Xingu, teremos as próximas ao Rio Grande do Norte e as locais e, o mamulengo, que diverte todo mundo.

O JORNAL DE HOJE – E, quais serão as grandes novidades da 18ª Fiart?
Neiwaldo Guedes – Acredito que a novidade é sempre os próprios artesãos que vão se reciclando, trazendo peças que refletem novas fases, novos materiais e técnicas que vão se incorporando as suas habilidades e artes, além da volta do Senegal com seu material, as bandas e os talentos musicais com novos repertórios, as casas gastronômicas com novos chefes e cardápios variados. A novidade está dentro de cada participante da Fiart 2013.

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