Tartaruga-gigante com nadadeira amputada encalha no litoral do RN

Tartaruga-de-couro apareceu nesta quarta-feira (15), na praia de Jacumã. Polícia ambiental removeu o animal para tratamento no Aquário Natal

Tartaruga-gigante encalhou na praia de Jacumã, no litoral norte do RN (Foto: Anderson Barbosa/G1)
Tartaruga-gigante encalhou na praia de Jacumã, no litoral norte do RN (Foto: Anderson Barbosa/G1)

Uma tartaruga marinha encalhou na praia de Jacumã, município de Ceará-Mirim, no litoral norte do Rio Grande do Norte, na manhã desta quarta-feira (15). O animal foi encontrado por banhistas e estava com uma das nadadeiras amputada. A Companhia Independente de Proteção Ambiental da Polícia Militar foi acionada e providenciou a remoção do réptil para o Aquário Natal. A tartaruga é da espécie Dermochelys coriacea, conhecida como tartaruga-gigante ou tartaruga-de-couro.

De acordo com Ricardo Sérgio Feitosa, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e membro do Projeto Tamar, a tartaruga-gigante não tem resistência para ser mantida em cativeiro, mas a remoção dela para o aquário foi necessária para que receba a atenção necessária.

“Ela está com uma nadadeira amputada, precisa de cuidados. Vamos providenciar o tratamento dela para realizar a soltura em alto-mar o mais rápido possível”, explicou Feitosa.

Segundo o Projeto Tamar, a tartaruga-gigante é a maior de todos os indivíduos da família dos quelônios. No Brasil, já foram registrados espécimes com até 182 centímetros de “comprimento curvilíneo de carapaça”, parâmetro de medição usado. A maior tartaruga já encontrada no mundo tinha 2,56 metros de comprimento. Em média, o animal pesa até 700 quilos. A mais pesada já vista, porém, tinha 916 quilos.

A tartaruga-gigante vive sempre em alto-mar e se alimenta preferencialmente de águas-vivas, aproximando-se do litoral apenas para desova. A área de desova regular da espécie fica no litoral Norte do Espírito Santo, com relatos de desovas ocasionais em praias do Rio Grande do Norte, da Bahia, do Rio de Janeiro, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Há também registros de ocorrências reprodutivas no litoral do Piauí.

Fonte:G1

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