A tática do disse que disse

Jogo duplo, rotina política do governador do Rio de Janeiro. Sérgio Cabral, filho, age assim. Fala mal de Lula da…

Jogo duplo, rotina política do governador do Rio de Janeiro. Sérgio Cabral, filho, age assim. Fala mal de Lula da Silva, de quem foi parceiro em investidas contra adversários, nem sempre comuns, e faz críticas à administração da senhora Rousseff. Mais: ameaça contrapor a seção estadual do PMDB, da qual é a voz suprema, à aliança nacional com o PT. Manda, entretanto, recado ao Planalto: “O voto em Dilma é sagrado.”

O ex-presidente da República patrocina a candidatura do senador petista Lindbergh Farias, ex-aliado do peemedebismo fluminense. Cabral apoia Luiz Fernando Pezão, seu vice e companheiro de legenda, quinto colocado no ranking da preferência.

Sobe e desce no placar das intenções de voto, de janeiro a fevereiro. O senador Marcelo Crivella (PRB) e o deputado Anthony Garotinho (PR) se alternam na primeira colocação.

Em terceiro lugar, Lindbergh. Depois, Cesar Maia (DEM), três vezes prefeito da capital e, agora, o vereador carioca mais bem avaliado.

 

Oração de tucano

Três fases da inflação no mandato de Dilma Rousseff.

“Sempre acima da meta de 4,5%, e em variação crescente”, proclama o deputado Vanderlei Macris (foto), do PSDB de São Paulo.

Lembra Macris que, no primeiro ano, chegou a 5,5%. Em 2012, atingiu 5,84% e, em 2013, cravou 5,91%.

Cotejo na pauta

Sobre o vice-versa na Suprema Corte.

Item na pauta do desentendimento: formação de quadrilha por alguns réus da Ação Penal 470 – o Mensalão -, processo que levou figurões nacionais do PT ao presídio.

O presidente dirige-se diretamente ao ministro Luís Roberto Barroso (*), que encaminhava o voto contra o parecer de Luís Fux, relator favorável à punição dos acusados de ‘quadrilheiros’ pela Procuradoria Geral da República.

Palavras de Joaquim Barbosa (**):

“A sua decisão não é técnica. É simplesmente política.”

Resposta de Barroso a Barbosa:

“Para mal dos pecados de Vossa Excelência, o meu voto vale tanto quanto o de Vossa Excelência. O esforço para depreciar quem pensa diferentemente é um déficit civilizatório.”

(*) Foi um dos dois ministros indicados, ano passado, por Dilma Rousseff e aprovado pelo plenário do Senado. O segundo, também dissonante da denúncia de formação de quadrilha, é Teori Zavascki.

(**) Já tem o motivo para aposentar a toga e subir ao palanque da disputa eleitoral.

 

– No Pará, o governador Simão Jatene (PSDB), candidato à reeleição, lidera as pesquisas de intenção de voto. Não será tranquila, porém, a conquista do segundo mandato, disse ele nesta manhã, pelo telefone, a um jornalista de Brasília

– Barros Levenhagen, mineiro, é o novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho.

– Assis do Couto (PT-PR) ganhou a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Mas, dos 18 votos do colegiado, Jair Bolsonaro (PP-RJ), candidato avulso, recebeu oito.

– Venda de ativos garantiu o lucro (contábil) de 11% da Petrobras, ano passado.

– O PT e o PMDB, majoritários na Câmara, ganham as presidências das duas principais comissões técnicas. Vicente Cândido, petista de São Paulo, comanda Constituição e Justiça. Mário Feitoza (assim, com ‘z’) peemedebista cearense, dirige Finanças e Tributação.

– Maldade do senador Aécio Neves (PSDB-MG) sobre a sucessão presidencial: “Por enquanto, a única disputa é a da Presidente contra ela própria. A da propaganda oficial versus resultados pífios do governo.”

– Hoje, noite do peemedebismo estrelado no rádio (20h às 20h10) e na televisão (20h30 às 20h40). Desfilam, com destaque, os presidentes das duas casas do Congresso – deputado Henrique Eduardo Alves (RN) e senador Renan Calheiros (AL) – e o vice-presidente da República, Michel Temer (SP).

– Eduardo Campos, presidenciável sob a bandeira do PSB, fustiga o poder central: “No conjunto, as coisas não andam bem. O setor de energia, no entanto, é o mais sacrificado. Tememos a escuridão.”

– Para refletir: “Às vezes, ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido” (Fernando Pessoa, poeta português).

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