Técnicos alfinetam Fifa por desgaste e viagens durante Copa

O técnico da Grécia, o português Fernando Costa Santos, reagiu com bom humor quando questionado sobre o caso

Técnico da Grécia, o português Fernando Costa Santos brincou afirmando que disputará Copa em um continente. Foto: Fabrício Escandiuzzi / Terra
Técnico da Grécia, o português Fernando Costa Santos brincou afirmando que disputará Copa em um continente. Foto: Fabrício Escandiuzzi / Terra

A questão física dos atletas e as grandes distâncias a serem percorridas durante a Copa do Mundo do Brasil são apontados como os grandes desafios pelos técnicos das seleções que disputam o Mundial. Para muitos dos treinadores, o fato de a maioria absoluta dos atletas estarem no final da temporada, aliada à distância entre as cidades-sede, devem ser muito bem trabalhados. Alguns treinadores aproveitaram o Seminário Técnico do Mundial para alfinetar o fato de a Fifa não conversar com os treinadores sobre esses problemas.

O técnico da Holanda, Louis Van Gaal, foi o que mais destacou a questão física. “A Holanda chegou ao vice-campeonato em 2010 com jogadores como Robben completamente extenuados. Em condições normais, ele nunca perderia um gol daqueles na prorrogação”, disse. “A questão física deve ser muito bem trabalhada, assim como toda a logística que as seleções devem manter na primeira fase”.

O técnico da Espanha, Vicente Del Bosque, afirmou que a grande preocupação é com a primeira fase, com grandes deslocamentos e um jogo duríssimo contra os holandeses. “Corremos o risco de pegar o Brasil nas oitavas, mas justamente por isso minha preocupação é com a primeira fase”, disse. “São deslocamentos incomuns para nós, mas estamos no Mundial e não podemos contestar”.

O técnico da Grécia, o português Fernando Costa Santos, reagiu com bom humor quando questionado sobre o caso. “Não é uma Copa do Mundo em um país. É uma Copa do Mundo em um continente”, disse. “Vou jogar em Fortaleza e em Natal, que ficam há três horas de viagem de nossa base. Lógico que a Fifa poderia não deixar isso acontecer e planejar melhor. Mas a Fifa não deixa a gente reclamar. Ela impõe e devemos obedecer”.

​Santos destacou que a programação da seleção grega prevê a saída de Atenas e uma parada de uma semana em Portugal. “Não vamos fazer um voo longo até o Brasil. Vamos parar em Lisboa, jogar contra a seleção portuguesa e depois vir para cá”, afirmou. “Será menos desgastante”.

 

Fonte: Terra

 

Compartilhar:
    Publicidade