Técnicos da UFRN retornam ao trabalho após decisão em assembleia extraordinária

Categoria avaliou que multa tem valor significativo e que a entidade não teria condições de arcar

Foto: Divulgação
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A direção do SINTEST/RN e o Comando Local de Greve foram pegos de surpresa na última terça-feira (17), com a chegada de telegrama judicial oficiando a entidade a respeito da decisão liminar tomada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconhecendo a abusividade da greve.

A decisão determina a retomada dos trabalhos, sob pena de multa diária de 200 mil reais à entidade descumpridora da mesma.

Em virtude da urgência em comunicar e discutir com a categoria a decisão, esforços foram tomados para que o maior número de pessoas estivesse na manhã desta quarta-feira (18), em assembleia extraordinária, convocada com este fim. A assembleia contou, inclusive, com a participação da nossa assessoria jurídica, através do Dr. Carlos Alberto Marques que esclareceu as implicações judiciais e subsidiou a categoria com informações para avaliação e encaminhamentos.

Após perguntas e respostas, a categoria avaliou que a multa imputada ao descumprimento da decisão tem valor significativo e que a entidade não teria condições de arcar com as consequências de uma possível execução. Avaliou que o momento era de se voltar para a discussão da pauta interna, considerada pela maioria que se manifestou como a maior vitória deste movimento, considerando que várias universidades já concretizaram acordos a respeito das 30h e que outras iniciaram as negociações de forma mais efetiva.

Por fim, após as avaliações, com nenhum voto contrário e três abstenções dos que estavam presentes, os técnico-administrativos da UFRN decidiram pelo retorno imediato ao trabalho, com o entendimento de que até esta sexta-feira todos os setores da universidade devem estar normalizados no atendimento.

Vale ressaltar que a liminar judicial inclui como réus não apenas o SINTEST/RN, mas todos os sindicatos que representam as universidades brasileiras em seus respectivos estados, bem como a federação nacional, a Fasubra. Importante informar também que as assessorias jurídicas tanto do SINTEST/RN quanto da Fasubra já estão debruçadas sobre a decisão e produzindo recurso para derrubar a liminar.

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