Terreno baldio em bairro nobre causa graves transtornos à população

Segundo a Procuradoria Geral do Estado, proprietária do espaço, há projeto de venda

Pedestres também se arriscam a caminhar pela rua ao lado do terreno porque acabam disputando a passagem com o lixo acumulado. Foto: Wellington Rocha
Pedestres também se arriscam a caminhar pela rua ao lado do terreno porque acabam disputando a passagem com o lixo acumulado. Foto: Wellington Rocha

O problema mais uma vez se repete. Um terreno em desuso, localizado na esquina entre a avenida Antônio Basílio e a rua Dr. José Gonçalves, em Lagoa Nova, está causando transtornos à vizinhança da região e aos pedestres. Há vários anos, o local abriga mato, lixo, entulho, insetos, ratos e também serve de abrigo para marginais e usuário de drogas.

Os pedestres também se arriscam a caminhar pela rua ao lado do terreno porque acabam disputando a passagem com o lixo acumulado. Os carros estacionados na rua Dr. José Gonçalves, ao lado da sujeira, também viram barreiras para os transeuntes que diariamente passam pelo local.

A comerciante Ivonete Cabral possui um comércio de venda de almoço em frente ao terreno e é uma das mais prejudicadas com o problema. “Hoje pela manhã encontrei muito lixo e bem aqui na frente. É colchão velho, poda de árvore, entulho e a gente sabe que é gente da vizinhança. Minha última reclamação para limparem foi em novembro, mas até agora nada. Sábado passado tinham várias podas de árvore e chegaram a limpar. Mas foi só o carro ir embora, que voltam a sujar de novo”.

Segundo a comerciante, ela mesma se sente obrigada a limpar o terreno para não afugentar os seus clientes. “Quando vejo sujando, reclamo mesmo. Mas quando está sujo e não vem ninguém cuidar, eu acabo limpando. Estavam jogando lixo até no canteiro da frente e coloquei umas plantas como forma de evitar. A verdade é que nos sentimos de mãos atadas. Será que não tenho direito a reclamar? E o pior é que quando reclamamos não somos atendidos. Este terreno é um verdadeiro sanitário para a vizinhança”, desabafou.

Seu Alves, proprietário da cigarreira ao lado do terreno, também lamenta o descaso. “Esta situação é muito antiga, desde o Governo Garibaldi, que foi a época que derrubaram os prédios. Passaram até o trator, mas não tiraram o lixo. Acho que deveria ter serventia para alguma coisa, como um estacionamento”.

O comerciante José César também defende o uso do espaço. “Isto aqui está totalmente errado. Deveria ser construída uma escola, uma creche ou até uma repartição pública, já que dizem que o terreno é do Governo do Estado. Inclusive, o Governo aluga vários prédios privados e devia aproveitar e construir alguma repartição pública”, disse.

O terreno em desuso é de propriedade da Procuradoria Geral do Estado e de acordo com o procurador Miguel Josino, há um projeto de venda do terreno. “Nossa ideia é vender o terreno e o da atual procuradoria Geral do Estado, no centro, para que possamos construir a nova sede no bairro de Candelária. Infelizmente gostaríamos de murar o terreno, mas não temos recursos”, apontou.

Segundo o gerente de administração geral do órgão, Ítalo André Freitas, uma equipe da Procuradoria Geral do Estado já esteve no terreno para fazer a avaliação do local e detectar as necessidades mais imediatas. “Tiramos fotos, vimos a estrutura do terreno e que parte da cerca se rompeu. Estamos esperando a abertura do exercício financeiro para realizar o conserto da cerca e vamos entrar em contato com a Prefeitura para tentar resolver a limpeza. Caso não dê certo, vamos resolver de outra maneira, mas  a proposta é que de 30 a 40 dias o terreno esteja em limpo”, afirmou.

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    • Marajo2013

      Vários canteiros da cidade são verdadeiros depósitos de lixo. O canteiro da Av. Maria Lacerda é uma lixeira ao céu aberto; o da Rua Alexandrino de Alencar também.O canteiro da Rota do Sol é um verdadeiro depósito de lixo principalmente pelos restaurantes e bares no trecho até o bar “Garota Carioca”, em Ponta negra. A Prefeitura devia notificar esse pessoal e fazê-los a cuidar de “seus” lixos, colocando-os à disposição da Urbana somente no dia da passagem dos caminhões. Questão de EDUCAÇÃO.