“Tinha que ser preto mesmo”, Gol é condenada por ofensas racistas

Passageiro ia para o funeral da mãe, no Recife, mas não conseguiu comprovar transação feita pelo cartão de crédito

Gol também foi condenada por danos materiais em R$ 1.842,22. Foto: Divulgação
Gol também foi condenada por danos materiais em R$ 1.842,22. Foto: DivulgaçãoTinha

A companhia aérea Gol foi condenada pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Amazonas a pagar R$ 20 mil em indenização a um consumidor por racismo. O passageiro ia viajar para Recife para comparecer ao funeral da mãe.

A discriminação racional ocorreu por parte de uma atendente da Gol no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, em 2011.

Segundo nota publicada no site do TJ, o consumidor teve dificuldades para comprovar uma transação feita pelo cartão de crédito do chefe no mesmo dia da viagem. Impossibilitado de entrar no voo, ele afirmou que iria buscar os seus direitos.

“Quando virou as costas, ouviu a funcionária proferir ofensas discriminatórias, na frente de outros passageiros, dizendo: ‘tinha que ser preto mesmo'”, informa a nota.

Além da indenização por danos morais, a Gol também foi condenada a pagar a quantia de R$ 1.842,22, a título de indenização por danos materiais, pelo valor gasto com a compra das passagens no cartão de crédito do chefe do passageiro, acrescidos de juros e correção monetária.

Procurada, a Gol informou que só se manifestará na Justiça.

Fonte: IG

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