Torcedor suborna, entra em arena e diz que Brasil é 3º mundo

Após subornar vendedor credenciado pela Fifa para entrar no Castelão e assistir Brasil e México, grupo reclama que isso é coisa de “terceiro mundo”, segundo o Globo Esporte

54y54y45y4

Um grupo de três torcedores cariocas sem ingressos alegam ter conseguido entrar ontem na partida entre Brasil e México no Castelão, em Fortaleza, após pagar R$ 1,5 mil a um vendedor credenciado pela Fifa para atuar no estádio. Um deles afirmou ainda que a facilidade com que fizeram isso mostra que Brasil será um país de terceiro mundo enquanto essa situação continuar.

“Pagamos R$ 500 cada um e entramos com o colete de quem entra para entregar água. Sem ingresso, sem p.. nenhuma. Colocamos só um colete, 12 garrafinhas de água no ombro e acabou. Enquanto for desse jeito, o Brasil vai continuar sendo um país de terceiro mundo”, disse um dos amigos do grupo ao portal, sem ser identificado.

A fala ocorre menos de cinco meses depois que a campanha da Controladoria Geral da República (CGU) contra as “pequenas corrupções” se tornou um sucesso absoluto nas redes sociais, totalizando quase 270 mil compartilhamentos no Facebook, e com destaque também em EXAME.com.

A ideia da CGU na época – pouco mais de um semestre após o Brasil ir às ruas para reclamar dos serviços públicos, da Copa e da corrupção – era mostrar que cada um deveria fazer sua parte contra a roubalheira que, afinal, não existe apenas por culpa dos agentes públicos.

O apoio foi maciço nas redes. “Queremos que policiais, servidores públicos, entre outros, sejam de “primeiro mundo”, mas nosso comportamento não o é”, disse um internauta identificado como Mário Carvalho.

Esta opinião é compartilhada pelo cientista político Humberto Dantas, do Insper.

“O parlamento é o espelho mais fiel da sociedade brasileira. Lá dentro tem gente que não esta nem aí para nada, tem gente preconceituosa, e tem também pessoas boas. Na sociedade também tem tudo isso. Se o parlamento é o que é, é porque o brasileiro é o que é”, disse ele em entrevista a EXAME.com publicada no lançamento do livro “De olho no Legislativo”, no ano passado.

Na já famosa campanha da CGU, não há nada específico sobre subornar vendedores para entrar em estádios, mas fala-se em ações como evitar multa com o pagamento de propina ao policial, bater ponto para o colega de trabalho, apresentar atestado médico falso, colar na prova, furar fila, entre vários outros.

A reportagem do Globo Esporte cita ainda os casos de torcedores que compraram ingressos falsos de cambistas e acabaram barrados.

 

Fonte: Exame

Compartilhar:
    Publicidade