Torcedores do Brasil poderão ser investigados por homofobia; Entenda

Os incidentes teriam sido resgistrados nas partidas entre Brasil e Croácia, em 12 de junho, e entre Rússia e Coreia do Sul, na terça-feira (17)

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Torcedores brasileiros e mexicanos poderão ser investigados por cantos homofóbicos durante partida entre Brasil e México na terça-feira em Fortaleza, segundo fontes da Fifa à BBC.

Cartazes antissemitas e preconceituosos de torcedores que acompanhavam a Croácia e a Rússia na Copa também estariam sob análise, disseram as fontes da Fifa ao repórter de esportes da BBC Richard Conway no Rio de Janeiro.

Os incidentes teriam sido resgistrados nas partidas entre Brasil e Croácia, em 12 de junho, e entre Rússia e Coreia do Sul, na terça-feira.

Não está claro ainda quais medidas poderiam ser aplicadas pela Fifa.

A Fifa introduziu regras duras no ano passado para tentar conter uma onda crescente, na Europa, de ofensas racistas de torcedores contra jogadores.

A punição nesses casos afeta as equipes desses torcedores; elas podem ser obrigadas a disputar partidas a portas fechadas e, diante de novos casos, sofrer redução de pontos, rebaixamento ou expulsão de uma competição.

O órgão informou já ter iniciado um processo disciplinar contra o México após relatos de racismo por torcedores em partida da Copa do Mundo contra o Camarões. Na mesma partida, o goleiro de Camarões também teria sido vítima de cantos homofóbicos, o que será analisado pela Fifa.

A instituição disse em comunicado que a investigação foi iniciada após o que chamou de “conduta imprópria” de fãs mexicanos.

Antecedentes

Diversos jogadores foram vítimas de racismo nos últimos meses.No caso mais emblemático, um torcedor atirou uma banana contra o lateral da seleção brasileira Daniel Alves, durante partida do Barcelona na Espanha. Ele comeu a fruta e continuou a jogar.

O episódio deu início a uma campanha global, lançada pelo jogador Neymar, contra o racismo.

A luta contra o racismo e o preconceito vinha sendo vista pelo governo como uma das bandeiras dessa Copa.

Em fevereiro, a presidente Dilma Rousseff chegou a pedir ao papa em Roma uma mensagem contra o preconceito, para ser associada aos esforços do governo em fazer o que ela chamou de “Uma Copa pela Paz e uma Copa contra o racismo”.

A Fifa se uniu a este empenho e criou uma força-tarefa ligada ao tema. Segundo a Agência Brasil, o diretor da força-tarefa, Jeffrey Webb, disse que a fase de quartas de final da competição será dedicada ao combate ao racismo.

 

Fonte: iG

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