Três mulheres são assassinadas em apenas dois dias no RN e índice supera todo o ano passado

Com mais uma execução na comunidade Paço da Pátria, ontem à noite, já são três mulheres mortas de forma violenta…

Rio Grande do Norte contabiliza 48 mulheres mortas este ano, um aumento de 78% se comparado a 2012. Foto: Divulgação
Rio Grande do Norte contabiliza 48 mulheres mortas este ano, um aumento de 78% se comparado a 2012. Foto: Divulgação

Com mais uma execução na comunidade Paço da Pátria, ontem à noite, já são três mulheres mortas de forma violenta no Rio Grande do Norte em menos de 48 horas. Duas vítimas ainda não foram identificadas e apenas uma delas pode ter sido assassinada em um crime passional, conforme informação da Polícia Militar. Até ontem, 48 mulheres foram mortas no Estado, o que significa um aumento de quase 78% em relação a todo o ano passado, quando foram contabilizados 27 crimes, de acordo com a Coordenadoria da Defesa dos Direitos da Mulher e das Minorias (Codimm).

O último caso de violência contra mulher foi registrado ontem, quando uma jovem não identificada foi executada com vários disparos de arma de fogo na cabeça e tórax, efetuados por um homem que a teria atacado quando ela caminhava próximo à linha do trem no Paço da Pátria, na zona Leste de Natal, de acordo com a Polícia Militar.

Conforme o oficial de operações do 1º Batalhão, testemunhas revelaram aos policiais militares que a vítima era conhecida na região do porto por ser usuária de drogas e que atuava como garota de programa, principalmente no bairro da Ribeira, onde vivia. Elas relataram ainda que viram quando um homem saiu correndo logo após os disparos e, ao verem o que tinha acontecido, encontraram a mulher já morta.

Próximo ao corpo da vítima, os oficiais encontraram objetos usados no consumo de drogas, o que levantou a suspeita de que ela possa ter sido executada em um possível acerto de contas por envolvimento com o tráfico de drogas na região. A mulher não portava nenhum documento de identidade e seu corpo foi removido para o Instituto Técnico Científico de Polícia do Rio Grande do Norte (Itep), na Ribeira.

Apesar dos relatos de testemunhas, a Polícia Militar ainda não conseguiu identificar nenhum suspeito pelo crime, que foi registrado na Delegacia de Plantão da zona Sul. Foram feitas diligências em toda a comunidade e região próxima, mas ninguém foi preso.

 

Assassinadas e abandonadas em meio ao matagal

Já no início da tarde de ontem, policiais militares encontraram o cadáver de uma mulher não identificada em um matagal numa área de dunas na comunidade Lagoa Grande, município de Maxaranguape. A vítima, que estava seminua e apresentava marcas de espancamento pelo corpo e, principalmente na cabeça, pode ter sofrido ainda violência sexual.

Os policiais militares que atenderam a ocorrência revelaram que encontraram uma garrafa de bebida alcoólica e preservativos ao lado do cadáver, que já estava em adiantado estado de decomposição, por ter ficado ao ar livre. Pelo estado do corpo, a mulher pode ter sido morta no final de semana. Não foi encontrado nenhum documento de identidade, apenas uma peça de roupa íntima da vítima.

Já no domingo, a empregada doméstica Ana Patrícia Cordeiro, de 24 anos, foi encontrada estrangulada no matagal próximo ao Rio Pitimbu, às margens da BR-101, no bairro de Cidade Satélite. A jovem, que foi vista pela última vez sendo obrigada a entrar no local por um desconhecido, morava na Capital há apenas um mês. A suspeita é que a vítima tenha sido morta em um crime passional e, apesar das diligências, nenhum suspeito foi identificado ou preso até o momento.

Compartilhar:
    Publicidade