Tribunal de Contas aponta desvio milionário envolvendo fundação de R10

Convênio entre a Prefeitura de Porto Alegre e o Instituo Ronaldinho Gaúcho teria feito irregularidades no valor de R$ 1,587 milhão

Ronaldinho não gostou de perguntas dos jornalistas a respeito de sua vida pessoal. Foto: Divulgação
Ronaldinho não gostou de perguntas dos jornalistas a respeito de sua vida pessoal. Foto: Divulgação

O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul apontou, nesta quarta-feira, um relatório investigativo com a denúncia de desvio milionário envolvendo o trabalho conjunto do Instituto Ronaldinho Gaúcho (IRG), em Porto Alegre (RS) com a prefeitura da capital gaúcha.

Foram quase R$ 1,6 milhão o valor das irregularidades encontradas pela Rádio Gaúcha, em acesso aos documentos do processo. Com o objetivo de desenvolver a vida socioeducativa de crianças carentes de Porto Alegre, o instituto que leva o nome do craque do Atlético obteve ajuda da Prefeitura em um convênio assinado em 2007 e que se estendeu até 2010.

Neste período, a cadeira de prefeito da cidade era ocupada por José Fogaça (PMDB), que será o principal apontado pelo desvio do dinheiro.

Seu vice, na época, acabou sucedendo-o. Trata-se de José Fortunati, que também é apontado no relatório do TCE. O contrato entre a prefeitura e o IRG era avaliado em 5,2 milhões de reais. Segundo o supervisor da auditoria, Gerson Fonseca, os valores destinados para a criação de ações socais não tiveram seu fim comprovado.

Em entrevista para a rádio de Porto Alegre, o irmão de Ronaldinho e seu empresário (dono do grupo Assis Moreira), Roberto Assis negou participação no desvio e salientou que seu único objetivo era fazer o bem para as pessoas.

O processo, porém, só tem previsão de ter uma sentença dentro de seis meses. Serão 60 dias para o Ministério Público de Contas dar o seu parecer após avaliar a investigação. Posteriormente, o caso volta ao TCE para que, em quatro meses, haja um julgamento.

Fonte: IG

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