Trote solidário mobiliza comunidade acadêmica para doação de sangue
Estudantes do curso de Direito da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) mobilizaram a comunidade acadêmica e a população para provar que o trote pode ir além da brincadeira de mau gosto e se tornar um exemplo de solidariedade. Durante toda a manhã deste sábado, alunos e coordenadores da ação realizaram um trabalho de sensibilização da população, convocando as pessoas para reforçar os estoques do banco de sangue da Hemonorte.
Como incentivo à participação, os alunos da instituição que se dispuseram a realizar a doação de sangue, participando também das palestras promovidas, ganharão crédito de duas horas de atividade complementar no histórico do curso. Uma unidade móvel da Hemonorte esteve em frente ao Campus Natal fazendo a coleta de sangue dos interessados em contribuir com a ação. Segundo a coordenadora e professora do curso de Direito, Maria Aldenora Neves, a iniciativa espera mobilizar cerca de 200 pessoas.
“Os alunos que têm o privilégio de estudar em uma instituição pública, a exemplo da UERN e UFRN, deveriam ter, no mínimo, um pensamento voltado para o social. É importante pensar no coletivo e dar um retorno à sociedade, pois é ela quem custeia todo o período acadêmico do aluno. Há dez anos que trabalhamos com questões sociais, que envolvem sempre essa proposta coletiva, ajudando crianças, idosos e a população mais carente que não tem muita oportunidade na vida”, disse Maria Aldenora.
Doar sangue é um ato seguro e ninguém contrai doença, já que é um procedimento monitorado por profissionais capacitados. É o que garante a estudante Vânia Santos, voluntária das ações sociais promovidas pela UERN. “Com a proximidade do Carnaval, nós resolvemos mobilizar as pessoas para aumentar os estoques de sangue. Uma bolsa salva até quatro vidas. Mas a doação não pode ser feita de maneira irresponsável. A doação de sangue não pode, de forma alguma, gerar prejuízo para o doador ou para quem recebe o sangue”, disse a estudante.
Para garantir a seriedade do processo de doação, a Universidade disponibilizou profissionais de Assistência Social, que esclareceram dúvidas aos voluntários. “Antes de doar, todos passam pelo assistente social, onde preenchem a documentação e esclarecem suas dúvidas. Depois os profissionais da Hemonorte fazem a verificação de peso, altura, pressão, e garantem se o doador possui ou não alguma doença”, explicou Vânia Santos.
Segundo Marco Antônio, militar e estudante de Direito, é importante poder contribuir com quem precisa. “Principalmente nesse período do Carnaval, onde o número de acidentes é muito grande e as pessoas precisam recorrer às doações de sangue. Como militar, eu sei bem da importância de poder contribuir com as pessoas”, afirmou.
Rayanny Silvana, que também cursa Direito na UERN, enfatizou que o maior problema nas doações vem da consciência de cada pessoa. “Somos nós mesmos que colocamos dificuldades, mas o ato da doação não prejudica em nada. Essa é a primeira vez que eu faço doação de sangue e, mesmo tendo muita vontade de contribuir, nunca tomei nenhum atitude. Aproveitei a mobilização do pessoal e me voluntariei. Uma pessoa da minha família já precisou de doações. Eu sei da importância do que estou fazendo e o que isso significa na vida de alguém”, afirmou.
Passados 15 dias da doação pelos voluntários, a Hemonorte disponibilizará, gratuitamente, o resultado do teste de HIV, Hepatite B e C, e HTLV. Os doadores poderão recolher os resultados na sede do órgão, localizada na Avenida Alexandrino de Alencar, no Tirol, ou no posto de coleta localizado no Complexo Cultural de Natal que é administrado pela UERN, na zona Norte de Natal.
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