Tudo sobre a noite traumática para Barão e que decretou novo campeão

Desde o início, TJ dominou, com velocidade impressionante e golpes precisos; Norte-americano é o novo campeão peso galo após dominar favorito no UFC 173

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Não foi uma noite boa para a torcida brasileira. Depois da derrota de Francisco Massaranduba nas preliminares, Renan Barão foi dominado e nocauteado por TJ Dillashaw na principal luta do UFC 173, neste sábado, em Las Vegas.

O resultado tira o cinturão dos pesos galos do Brasil, que agora só tem José Aldo entre os campeões. Em outros confrontos aguardados do card principal, Daniel Cormier dominou Dan Henderson enquanto Robbier Lawler nocauteou Jake Ellenberger. Vindo de uma série de dois triunfos, Dillashaw era apontado como grande ‘zebra’ da noite. Renan Barão, numa série de mais de 30 lutas sem perder, tinha o status de favorito absoluto. Mas fica provado que, dentro do octógono, tudo pode acontecer.

Desde o início, TJ dominou, com velocidade impressionante e golpes precisos. Um soco de direita resultou em um knockdown ainda no primeiro round, quando Barão teve praticamente de ressuscitar e defender um justo estrangulamento mata-leão.

Nos rounds seguintes, o americano manteve o ritmo, sem parar de se movimentar e sempre perigoso com os punhos. O brasileiro tentava reagir, mas Dillashaw terminava melhor a cada assalto. No intervalo para o quinto round o treinador Dedé Pederneiras deu a instrução correta: “Você está perdendo, só o nocaute ou a finalização podem te salvar”. Mas Barão parecia não ter mais fôlego para mudar tal cenário.

Em nova trocação intensa, Dillashaw acertou duro chute no rosto e praticamente sacramentou com uma bomba de esquerda. Alguns golpes depois, só restou ao árbitro Herb Dean intervir, aos 2min26s.

“Sonhei com isso tanto tempo, é um sentimento muito louco!”, comemorou o novo campeão, já com o cinturão afivelado. “Barão era o melhor. Tenho orgulho, porque sei que lutei contra o melhor e dei o meu melhor para ser o número 1”, completou.

Abatido, o brasileiro reconheceu a superioridade do oponente: “Hoje foi o dia dele, mas vou voltar. A estratégia era trocar em pé e defender as quedas, mas hoje ele foi melhor. Agora quero pegar de volta o que é meu”, disse.

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Cormier domina

Cotado como futuro desafiante ao cinturão dos meio-pesados, Daniel Cormier não tomou conhecimento do veterano Dan Henderson no co-evento da noite.

Especialista em wrestling, Cormier abriu com uma forte queda em Hendo, controlou no chão e soltou alguns golpes, sem sofrer perigo. Na segunda etapa, Daniel novamente quedou e seguiu com uma movimentação frenética no chão, sem deixar o veterano, de 43 anos, respirar.

Atento à mão pesada de Henderson, capaz de nocautear a qualquer momento, Daniel seguiu com a estratégia e aplicou uma queda impressionante no terceiro assalto, após suspender alto o oponente.

No solo, voltou a abafar, pegou as costas e estrangulou para definir tudo. Invicto no MMA, com 14 triunfos, Cormier agora só pensa em uma pessoa: “Jon Jones, você não pode fugir de mim. Não importa onde esteja, vou atrás de você. Ninguém pode lutar wrestling comigo, vou derrubar você Jon Jones, este Octógono é meu!”, desafiou.

Refinado

Vindo de derrota em luta duríssima, quando disputou o cinturão peso meio-médio contra Johny Hendricks, Robbie Lawler queria provar que era o melhor contra Jake Ellenberger. E foi o que Lawler fez, apesar de um início mais estudado. No segundo round, Lawler passou a mostrar seu perigoso repertório na trocação, com socos certeiros e joelhadas.

Ellenberger voltou avariado para o assalto final, e tentou ir para o tudo ou nada numa intensa trocação. Mas Robbie continuou preciso e, depois de conectar um jab que abalou o oponente, fechou a conta com uma joelhada de esquerda duríssima. O nocaute, aos 3min6s do terceiro round, garantiu a quarta vitória em cinco lutas, desde seu retorno ao UFC. “Se você é lutador, tem de ir para cima. Todos sabem que eu quero o título. Todos sabem que sou o melhor e mereço o título”, disse Lawler.

Indigesto

Nos pesos galos, o japonês Takeya Mizugaki segue impressionando e quem levou a pior desta vez foi o norte-americano Francisco Rivera. Embora mais cauteloso que em outras apresentações, Mizugaki não perdeu o poder com os socos e logo conseguiu um knockdown com um cruzado de direita. Rivera tentou devolver com quedas, mas perdeu o primeiro round.

O norte-americano voltou a derrubar na segunda parcial, mas Mizugaki pegou as costas e não sofreu perigo. No assalto final, o japonês atacou novamente com socos e controlou no chão. Rivera tentou responder nos últimos instantes numa trocação intensa de golpes, mas não foi suficiente. Vitória por decisão unânime para Takeya Mizugaki, que vence a quinta luta seguida no UFC, além de interromper uma série de seis lutas sem derrota do oponente.

Pé quebrado Na primeira luta do card principal, Jamie Varner não teve muito o que fazer contra James Krause. Varner torceu o tornozelo nos primeiros instantes. Daí em diante, apenas tentou resistir ao castigo, mas mal conseguia ficar em pé, nitidamente contundido. O ex-campeão do WEC resistiu até o intervalo, mas foi impedido de voltar para o segundo round. Com o resultado, Varner perde a terceira seguida e fica em situação complicada.

 

Fonte: UFC

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