Turismo de eventos internacionais é tema de capacitação em Natal

De acordo com o presidente do Natal Convention Bureau, Max Fonseca, existem 12 mil eventos internacionais anualmente pelo mundo

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Os membros associados do Natal Convention Bureau, do ramo de eventos e hospedagem, passaram por uma palestra do diretor regional do Internacional Congress and Convention Associations (ICCA) para a América Latina e Caribe, Santiago González, na manhã desta sexta-feira (11).

Embora não tenha revelado números, o diretor afirma que Natal tem crescido na captação de eventos internacionais ano a ano desde que o Natal Convention Bureau se filiou ao ICCA em 2011. A entidade é responsável por reunir internacionalmente mais de 980 fundações como o Natal Convention Bureau, em mais de 90 países.

Para o diretor regional do ICCA, um dos fatores imprescindíveis para captação de eventos internacionais é uma boa conectividade aérea. “As pessoas precisam chegar sem problemas”, disse. Ele veio de Montevidéu, capital uruguaia, para Natal e disse que a viagem ocorreu dentro do planejado. O percurso entre o atual aeroporto de Parnamirim e o hotel foi elogiado.

González citou também a infraestrutura como um dos fundamentos para a internacionalização de um destino de eventos. Sobre Natal, ele fez uma postagem bem reveladora da sua visão da cidade até o momento: “Uma incrível mistura de infraestrutura e paisagens naturais”.

Ele ainda elenca a estabilidade política e econômica como pontos cruciais, sobretudo para eventos internacionais. “Um evento que precisa de um planejamento chega a ter um planejamento de quatro anos pode ter problemas com a instabilidade”, observou. Ele citou exemplo da variação monetária, passível de mudança de tendência num período muito mais curto que quatro anos.

A segurança é outro tópico que atrai esse tipo de evento. O visitante precisa ter a sensação de segurança ao sair na rua. “É muito difícil encontrar um lugar que não tenha roubo”, pondera. Por incrível que pareça, Gonzalez diz não ter “reprovado” Natal em nenhum dos aspectos por ele apontados. “É a primeira vez que venho e fiquei maravilhado. Não encontrei pontos contrários”. Questionado se ele já andou na rua, ele diz que sim.

No entanto, o conselho que ele enfatizou foi a capacitação profissional. “A capacitação não significa só aprender, mas trocar conhecimentos com os colegas” acentuou. Ele também destacou que o processo de capacitação deve ser continuado. A sua avaliação final é de que “a cidade tem um futuro promissor” na promoção de eventos internacionais.

De acordo com o presidente do Natal Convention Bureau, Max Fonseca, existem 12 mil eventos internacionais anualmente pelo mundo. “O que a gente quer é que pelo menos 10% desses eventos venham para o Brasil”, comentou. Além disso, o objetivo local é que dos 10% captados pelo país (1.200), Natal consiga pelo menos 120 deles anualmente.

Para tanto, o trade turístico quer também que o poder público faça a sua parte. A principal reclamação permanece: falta divulgação do destino Natal. O presidente do Convention Bureau também defende que a alíquota do ICMS de querosene de aviação seja reduzida. Isso reduziria o custo das passagens aéreas para a cidade. Conforme o presidente, no Ceará o governo já instituiu o incentivo fiscal.

Segundo Fonseca, a associação com o ICCA vale como uma certificação de qualidade dos serviços turísticos. “É como se tivesse um selo de qualidade”, explicou. No Nordeste, apenas Recife e Salvador são associadas à entidade. O mote agora é aproveitar a Copa para impulsionar eventos internacionais na área esportiva.

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