Turismo e Desenvolvimento Econômico podem ter novos secretários em janeiro

Governo ainda não confirma, mas já busca nomes

Sílvio Torquato deve assumir Sedec durante o ano de 2014. Foto: Divulgação
Sílvio Torquato deve assumir Sedec durante o ano de 2014. Foto: Divulgação

Com as eleições de 2014, a governadora Rosalba Ciarlini será obrigada a anunciar alguns nomes do primeiro escalão em janeiro. E os dois primeiros serão os do substituto do secretário de Turismo, Renato Fernandes, e do secretário de Desenvolvimento Econômico, Rogério Marinho.

Silvio Torquato, o atual adjunto de Marinho, já foi convidado e deverá aceitar porque já desempenhou esse papel quando Benito Gama deixou a Sedec e ele era o adjunto. Já não há nada confirmado em relação ao segundo, Renato Fernandes, do Turismo, que é George Lima de Oliveira, segundo apurou hoje O JORNAL DE HOJE.

Mas como se trata da figura que acompanhou de perto o antigo titular e pode dar um suporte melhor às negociações por verbas federais deixadas por Fernandes, não seria nada desprezível supor que ele viesse a ocupar a cadeira.

Entrando no último ano de seu governo, a dificuldade de Rosalba em preencher cargos no primeiro escalão  é tão conhecida que ela própria já não esboça qualquer urgência nessa matéria.

Foi assim com o antigo secretário de Agricultura, Júnior Teixeira, que ao deixar o governo sugeriu seu adjunto para subsitui-lo, o que acabou se concretizando muito tempo depois.

A falta de quadros de confiança e o isolamento político completam o ambiente de fim de festa do último ano da administração. Essa é a explicação mais provável para a demora nas nomeações de secretário cujos cargos já estão vagos ou prestes a desocupar.

Mas a experiência dos que se mantiveram secretários até o momento não tem sido nada fácil. Embora eles mantenham o script próprio do cargo, muitos estão abatidos com a falta de acesso ao governador de plantão, que é o chefe da Casa Civil, Carlos Augusto Rosado, marido da governadora.

Uma dessas figuras do primeiro escalão confidenciou ao JH que as constantes contra-ordens de Carlos Augusto e a variação de humor do secretário têm produzido efeitos devastadores no moral do secretariado potiguar.

Por ocasião do afastamento da governadora pelo Tribunal Regional Eleitoral, como se fosse um discurso ensaiado, alguns deles disseram a jornalistas não acreditar que a governadora escapasse de um impeachment da Assembléia, não por estar envolvida em grandes escândalos de corrupção – o que não seria verdade -, mas por estar isolada politicamente muito em função da ação desastrosa do seu marido.

“Você não entende um sujeito que um dia te segura no colo e no outro não olha nem para sua cara”, disse uma dessas personagens do primeiro escalão.

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