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Twigg faz show intimista neste sábado em Natal

Data: 09 março 2013 - Hora: 18:01 - Por: Dani Pacheco

Com um sorriso largo, um vestido rodado amarelo, uma menina de longos cabelos negros adentra o ambiente. E, com ela uma sensação de alegria invadiu e deu o tom do bate-papo. Pela primeira vez em Natal, a cantora carioca Twigg veio a capital potiguar divulgar o seu trabalho solo.

“Era louca para conhecer, mas nunca tinha tido uma oportunidade. Mesmo o fato dos meus pais já ter vindo aqui várias vezes. E, eu ter morado em Fortaleza por alguns anos, nunca consegui vir”, conta a jovem em entrevista para O JORNAL DE HOJE.

Com uma roupagem pop e influências do jazz, do blues e do R&B, Twigg Santos já chama atenção no cenário nacional dos novos talentos e neste sábado, a partir das 21h, no Páprika Pizzaria e Restaurante apresenta um pockt show. O repertório contará com composições próprias, além de músicas já consagradas nas vozes de Marisa Monte, Adele, Maria Gadú, Vanessa da Matta, Alicia Keys, entre outros.

Tudo começou com uma oportunidade numa casa noturna na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde sua mãe era a produtora artística do lugar e conseguiu uma chance para a jovem. “Esse momento marcou o início da minha carreira profissional, porque cantar eu já fazia desde criancinha. Sempre me dediquei a música. Dei uma parada quando estava para me formar porque não conseguia conciliar a carreira de cantora, com estágio, faculdade, entre outros. Depois, tive que escolher entre ficar com carteira assinada tudo bonitinho ou me dedicar ao que mais amo,  que é a música”, lembra.

Ao ser questionada o que escuta em casa, ela começa a falar vários nomes e ao mencionar cada um parece que guarda momentos especiais e secretos, entre eles: Adele, Jamie Cullum, Alicia Keys, John Mayer, Adriana Calcanhoto, Djavan, Marisa Monte, José Miguel, Roupa Nova.

Num determinado momentos interrompe a lista e fala, “Olha, eu sou bem eclética. Não tenho nada a outros estilos, mas é isso que escuto em casa. Vou pra noite danço e canto tudo. Mas, na minha casa o jazz é uma preferência musical, sempre gostei também de MPB. E o soul e o R&B me convencem. É o que gosto de ouvir em casa. Sou meio nostálgica, gosto de músicas mais antigas, de que falem alguma coisa. Música pra dançar a gente ouve fora de casa. Em casa tem que ser aquelas canções que a gente tem que prestar atenção”.

Mesmo não tendo formação musical acadêmica e sem tocar qualquer instrumento, Twigg compõe tanto a letra, como a música. “Tenho um parceiro, o Cassiano Andrade, que é incrível, chego para ele cantarolo e pronto. Com ele já fiz várias canções. Minhas composições são retratos dos meus sentimentos. Porque não adianta você escrever a música da sua vida sendo sempre uma festa, mesmo fazendo uma canção mais alegre, como a “Direção” que está no meu CD, ela não deixa de ser uma coisa da vida e que nem tudo é festa”.

E, conta que sua inspiração pode vir a qualquer momento. “Olha qualquer coisa pode me servir de inspiração. Um momento, um lance, qualquer coisa pode me inspirar… Só é preciso ver uma coisa que eu sinta isso e pode dar uma música”, conta Twigg.

O CD tem 10 músicas, duas são composições da jovem carioca. “Algumas vou cantar no pocket show que vou fazer neste sábado, para o pessoal da mídia e o pessoal que acompanha a minha carreira por aqui”.

Quase impossível Twigg fugir de ser lembrada, que além de cantora, também é filha de Paulinho, vocalista do Roupa Nova. E, ao ser abordada sobre qual seria a influência do seu pai em sua carreira. Ela prontamente responde: “Nenhuma! Na verdade, ele nunca me influenciou, acredito até que nem gostou muito quando tomei a decisão de me dedicar totalmente a música. Meu pai não é aquela pessoa que posso dizer fiz isso pelo meu pai. Agora, claro, ele fica todo feliz quando vê que as coisas acontecem. Sabe, eu pretendo manter ele totalmente como pai, alheio  a minha profissão, tipo assim, ele tem a carreira dele e eu a minha, no quesito música, somos colegas”.

Twigg Santos conta ainda que o grande projeto para este ano é cumprir agenda de shows para divulgar o CD. Em paralelo, continuar fazendo jingles (atualmente está em circulação nacional na propaganda das lojas Leader) e canto em outros projetos musicais na capital carioca. “Resumindo, continuarei fazendo o que mais amo, música  porque ela representa tudo na minha vida. A música é o ar que respiro. Penso nisso todos os momentos do dia”, conclui.

 

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