Ultimato a Celeste

Dou mais três terças-feiras, Celeste, para você criar coragem e deixar aquele sujeito. Celeste, te enxerga, Celeste. O seu olhar…

Dou mais três terças-feiras, Celeste, para você criar coragem e deixar aquele sujeito. Celeste, te enxerga, Celeste. O seu olhar arregimentaria uma fila e desejosa de 100 mil homens, um aglomerado apaixonado de encher Vasco x Flamengo nos tempos de Roberto Dinamite enfrentando Zico.

Está demais, Celeste. Sua vida passada de caprichosa da noite não é razão para enterrar a honra assim. Menos, Celeste. Um batalhão de ébrios enternecidos hipotecaria cuecas para te pagar uma dose de rum e vê-la de stripper numa boate sebosa. Manda esse homem pastar Celeste, ele não te merece.

Ele não vale o raio paralisante saindo do seu par de olhos, nunca, se existisse justiça nas paixões, teria direito ao corpo delicioso metido em calça jeans justa realçando o bumbum esculpido em areia de Copacana.

Celeste, não és Amélia, que não tinha vaidade e era mulher de mentira, verdade fajuta na canção machista de Ataulfo Alves e de Mário Lago.

Amélias são camélias murchas para os homens. Que apanham merecidamente de quem só gosta de luxo e riqueza e faz tanta exigência, seguindo a melodia de dor de traído chiando em vitrolões e botequins sobreviventes de vielas enlameadas de sujeira e amargura.

Celeste, pense em você, na sua filha, no seu futuro, na sua beleza pincelada por Picasso ou Portinari. Seu rosto é delicado e atraente como o das mediterrâneas. E você se perdendo com sujeitos sem ternura, grosseiros, cruéis.

Primeiro foi Ney, um bandido abaixo do ordinário, corneado dentro da cadeia e desvirtuando a regra tosca da marginalia, segundo a qual em mulher de detento outro sequer deve passar a vista, imagine dar cantada e tomar assim, na lábia, como fez o psicopata do Baroni.

Celeste, Celeste, a formosura é perecível. O esplendor tem vida util. Aliado à burrice ou petulência, se enrosca à decadência da pele esfarrapada, da maquiagem borrada, das pelancas em desabamento facial.

Aproveite agora, que você estala um dedo e marmanjos ricaços correrão para cortejá-la e dispense o assaltante de bancos e de cargas. Para o seu bem e da sua indiazinha tão sapeca, que você pariu do idiota do Ney, chifrudo e preso.

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Repito, Celeste, do auge de minha veneração platônica. Faltam três semanas para você tomar tenência e rumo na vida que lhe resta. Ou vai persistir na convivência aterrorizante com um tirano que tentou mata-la e a fez cavar sua própria cova?

Celeste você ia morrer ou ver a sua filha ser assassinada por um marginal frio, inescrupuloso, que já executou uma mãe e um menino por conta de uma senha de banco omitida ou esquecida pelo vigilante e pai de família, muito bem punido por se aliar a uma quadrilha impiedosa.

Estou torcendo por você, Celeste, a mulher mais linda da televisão brasileira desde Vera Fischer na exuberância loura, Você é diferente, tens requintes europeus e atributos cariocas, lembra em rosto a falecida Dina Sfat, em seu auge seduzindo o galã dos anos boca de sino, Francisco Cuoco. Celeste potranca, aguda e oxítona.

Decida, Celeste, tome uma atitude. Fuja, envenene o Baroni, ele é irrecuperável. Mata por prazer, por sadismo, por ranço e despeito. Corra dele, da tia megera dele, horrorosamente degradada e má, da ex-mulher com quem você, numa crise de ciúmes, pensou em tomar satisfações. Celeste, diante da ex do Baroni, você é Romário contra Júnior Baiano.

Espero que a continuar sua dependência , o delegado Macedo, um nordestino obstinado e honesto, ponha as mãos no canalha do seu companheiro. Melhor: meta-lhe uma bala no meio da testa, para que você siga, linda, a caminho da liberdade.

Invado as madrugadas de terça-feira por você, Celeste, o triunfo da exuberância sobre a feiúra. A cada invasão, estou torcendo para que fujas do martírio. Desse tormento que é acordar no Paraná para dormir em Mato Grosso e tomar café no interior de São Paulo.

Bela, inspiradora Celeste, ainda há tempo, mas nada mudará. Falta-lhe caráter. Sua submissão é digna de asco, jamais de piedade. Seu destino é cair com Baroni e descolorir da tela sua imagem felina e instigante nas noites da série A Teia, uma exceção de qualidade em cinema policial na TV aberta.

PS. Celeste é mulher do bandido Baroni, vilão de A Teia da Rede Globo e é interpretada pela atriz Andréia Horta.

 

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O desempenho potiguar na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil fora de casa serve de alerta para o futuro. Se não quiserem cair da Série B, ABC e América vão ter que suar sangue para a montagem de times competitivos além da divisa com Mamanguape, na Paraíba.

 

Em Fortaleza

O América teve a pior atuação dos últimos tempos e a defesa se abriu como uma peneira. O veteraníssimo Magno Alves, a própria imagem e semelhança do Vovô, símbolo do Ceará, parecia um corredor de 100 metros rasos no duelo com zagueiros apáticos. Em 25 minutos de jogo, o América estava liquidado. Um horror.

Bom time

Sérgio Soares, técnico do Ceará, foi um razoável meio-campista do Juventus, o Moleque Travesso de São Paulo. Pelos idos da década de 1990. Montou um esquema rápido e bom de se ver. O primeiro gol foi fulminante na base do toque de bola. A defesa assistiu como se estivesse nas cadeiras da Arena Castelão.

No Espírito Santo

O ABC perdeu para a Desportiva que não vencia há um mês e desde 1994 não passa da segunda fase da Copa do Brasil. Nenhuma consideração a mais.

 

Messi

O toque enjoado ontem, deve ter aprendido vendo algum jogo da Copa RN.

PC Show

Paulo Cézar Caju estraçalhou e saiu de campo com nota 10 na vitória do Brasil sobre o Paraguai em Assunção por 1×0, completando hoje 37 anos. Valendo pelas Elimantórias da Copa da Argentina. PC fez a jogada do gol, driblando o lateral Solalinde e Insfran desviou para as próprias redes.

 

Times

O técnico Cláudio Coutinho escalou um time melhor do que o convocado para o Mundial, com ressalva para ausência de Zico. O Brasil: Leão; Zé Maria (Marco Antônio), Luís Pereira, Carlos Alberto Torres e Marinho Chagas; Cerezo, Falcão e Rivelino; Gil, Roberto Dinamite e Paulo Cézar Cajú.

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