Um agrado no fim do ano

Enfim, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) é festejado coletivamente por colegas de vários partidos – desde os nanicos aos de grandes…

Enfim, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) é festejado coletivamente por colegas de vários partidos – desde os nanicos aos de grandes bancadas.

Por quê?

São dois os motivos:

1. O presidente da Câmara fechou acordo com o Palácio do Planalto – que orienta o posicionamento dos parlamentares governistas – para votar, próxima semana, o Orçamento de 2014.
2. Aprovar, em fevereiro, a emenda constitucional do Orçamento Impositivo, de acordo com o texto referendado pelos senadores.

Coordenador do PSDB na Comissão de Mista de Orçamento, o deputado Domingos Sávio (MG) disse ao birô da coluna que o acordo é um “bom avanço”.

 

Tempo do adeus
Despedida no Palácio do Planalto e na Esplanada dos Ministérios.
O casal petista Gleisi Hoffmann (foto) e Paulo Bernardo deixa o governo na reforma ministerial.

Ela, senadora-chefe da Casa Civil, concorre ao Executivo do Paraná (*). Ele, três vezes deputado federal e agora ministro das Comunicações, talvez se candidate à Câmara.

(*) Quem lidera as sondagens de intenção de voto no estado é o tucano Beto Richa, em campanha para reeleger-se governador.

 

Ensaio de duplas
Composição de chapas para a eleição presidencial.
Resultante da aliança de dois partidos, aparentemente só há uma definida.
Trata-se da liderada pela petista Dilma Rousseff. É quase certo que o paulista Michel Temer (PMDB) continuará vice da mineira-gaúcha.

Há chance de três parcerias formadas por filiados da mesma legenda:
1. A do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e Marina Silva, ex-senadora pelo Acre. Ambos do PSB.
2. No PSDB, também pode ocorrer composição semelhante. O mineiro Aécio Neves e o paulista Aloysio Nunes Ferreira. Eles representam seus estados no Senado.
3. O PSOL tende a seguir caminho idêntico. Randolfe Rodrigues, senador do Amapá, na liderança da nominata, e a gaúcha Luciana Genro, ex-deputada federal, para a vice-presidência.

 

- Além da resposta negativa dos eleitores, apurada por institutos de opinião, Ideli Salvatti (PT-SC) é desencorajada por lideranças de seu partido. A ministra das Relações Institucionais pretende concorrer ao Senado.
- Dilma Rousseff segue para Porto Alegre. Passa o aniversário de 66 anos, completados amanhã, com parentes próximos e amigos diletos.
- Mais adiante, o discurso crítico de Eduardo Campos terá maior veemência. Se não for, ele fica mais distante do segundo turno. O presidenciável do PSB foi aconselhado por empresários de São Paulo e do Paraná.
- Sérgio Luiz Canaes prepara-se para temporada na fria Belgrado. O diplomata assume a embaixada do Brasil na Sérvia.
- Não é novidade decisão de tribunal regional ser revista por instância superior. A liminar concedida pela ministra Laurita Vaz, do TSE, conforme pedido do advogado de defesa da governadora Rosalba Ciarlini, faz parte do ritual jurídico.
- Líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ) retoma a campanha para acabar com a obrigatoriedade do exame da OAB. Para o deputado, a prova de avaliação é feita no dia a dia do advogado.
- Ontem à noite, em restaurante brasiliense, três jornalistas ouviram, estupefatos, do senador Armando Monteiro, neto, (PTB-PE): “Vou me eleger governador contra a vontade de Eduardo (Campos).”
- Fica para o próximo ano o término do julgamento da ação da OAB contra as doações de empresas a candidatos. Dos 11 ministros, quatro já votaram. Todos a favor.
- Para refletir: “Hoje precisamos de uma cultura política que desconstrua lideranças carismáticas e devote ao coletivo, organizado em grupos de interesse ou de ideias, o protagonismo da política” (Bruno Lima Rocha, cientista político brasileiro).

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