Um caso na lista de espera

Decidido a lançar candidatura própria à sucessão de Rosalba Ciarlini (DEM), o PMDB aguarda as articulações a serem concluídas no…

Decidido a lançar candidatura própria à sucessão de Rosalba Ciarlini (DEM), o PMDB aguarda as articulações a serem concluídas no período entre a Quaresma e a Páscoa.

No Partido, a preferência é por um dos primos Alves. Pela ordem dos desejos revelados, Garibaldi lidera. Na sequência, Henrique Eduardo. O senador-ministro da Previdência diz que não quer. O deputado-presidente da Câmara substituiu pelo talvez a ênfase na negação.

Solicitado a colocar-se à disposição “da sigla e dos interesses do Rio Grande do Norte”, o empresário Fernando Bezerra pediu tempo. O ex-senador com passagem pelo Ministério da Integração Nacional sofre duas pressões opostas. Parte da família pede-lhe para ficar longe da disputa. Grão-duques do peemedebismo incluem-no como solução para o problema da procura.

Wilma de Faria tem participação especial no caso. Se for candidata ao Senado na chapa da possível aliança PMDB-PSB, incentiva Bezerra a voltar à batalha das urnas. A ex-governadora – hoje, vice-prefeita de Natal – está nos sonhos do peemedebismo tê-la como avalista do projeto de 2014.

Os socialistas querem-na, porém, no palanque de reconquista do Executivo estadual. Nesse caso, Fernando Bezerra seria apenas eleitor protegido pelo sigilo do voto.

Acordo em curso

Sucessão no Sergipe, menor eleitorado da região Nordeste.

DEM, PMDB e PT podem aliar-se para vencer o pleito de outubro. Estão aptos ao voto no estado ao redor de 1,5 milhão de cidadãos.

O democrata João Alves, ex-governador e atual prefeito de Aracaju, entraria como favorito na campanha para voltar ao Senado.

Confirmada a composição, cabe ao petismo indicar o vice na chapa do governador peemedebista Jackson Barreto (foto) em campo para renovar o mandato.

Barreto chegou a chefe interino do Executivo a partir da hospitalização e confirmado no palácio com a morte do titular, Marcelo Déda, diferenciada estrela do Partido dos Trabalhadores.

Tempo de crise

Resultado de previsão com a marca de ameaça.

Abalou o mercado o anúncio do possível rebaixamento da nota do Brasil por agências de classificação do risco.

Três efeitos: queda de preço das ações de empresas nacionais, aumento da cotação do dólar e elevação dos juros sobre a dívida externa do país.

Assim é previsto

No STF, começa hoje o julgamento de embargos infringentes.

A expectativa é de absolvição dos Josés – Dirceu e Genoíno -, denunciados por formação de quadrilha na Ação Penal 470 – Mensalão, no popular.

Dos 11 ministros, seis (no mínimo) deverão votar a favor dos réus que foram deputados e presidentes nacionais do PT.

Pela ordem alfabética: Carmen Lúcia, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Roberto Barroso, Rosa Weber e Teori Zavascki.

 

– Neste fim de semana, Dilma Rousseff cumpre agenda internacional. Seus principais desafiantes buscam apoios regionais. Aécio Neves vai ao Nordeste e Eduardo Campos ao Sul.

– Hoje, o PSL (Partido Social Liberal) entra em rede nacional de rádio (20h às 20h05) e televisão (30h30 às 20h35).

– Maria do Rosário (RS) está fora da corrida à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Dois outros petistas disputam o cargo: Assis do Couto (PR) e Nilmário Miranda (MG). Erica Kokay (DF) acompanha a disputa.

– Desabafo de paulista em jantar na casa de Henrique Eduardo Alves: “O governo não consegue destravar o gargalho da infraestrutura no país.”

– O PSD é da base parlamentar da presidente da Republica, mas, em Minas Gerais, apoia o PSDB para o governo estadual (Pimenta da Veiga) e para o Palácio do Planalto (Aécio Neves).

– Arthur Virgílio, bisneto, troca a Assembleia Legislativa pela Câmara dos Deputados. Ele é filho do prefeito de Manaus, o Arthur que hasteou a bandeira tucana no Amazonas.

– Para refletir: “Ser valente é muito mais fácil do que ser homem” (Julio Cortázar, escritor argentino).

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