Um herói americano – Alex Medeiros

Eu recortava as fotos dos craques na Revista do Esporte e na revista Placar para pregá-las em caixas de fósforos,…

Eu recortava as fotos dos craques na Revista do Esporte e na revista Placar para pregá-las em caixas de fósforos, que se tornavam times para os grandes campeonatos nas calçadas do bairro. Na Copa de 1970 e na minicopa de 1972 colei diversas seleções. Meu espírito “colecionista-compulsivo” encheu duas enormes caixas de biscoitos só com seleções mundiais, muitas delas desconhecidas para meus colegas de brincadeiras.

Um dia tentei, sem êxito, encontrar estampas de jogadores da seleção dos EUA.

Naqueles anos, não se ouvia falar de futebol em terras do John Wayne e eu não sabia ainda da desbravada aventura do selecionado americano em solo brasileiro, na Copa de 1950, quando os gringos surpreenderam a Inglaterra num campo de Minas Gerais.

Na ausência do time do império para completar minha coleção de seleções em caixinhas, tratei de dar ao poderoso país uma equipe de invulneráveis representantes. E montei um grupo de jogadores formado por super-heróis das revistinhas de HQ.

O Homem-Elástico no gol, a zaga com Hulk, Homem-de-Ferro, Coisa e Thor (ganhou a posição pelos cabelos semelhantes ao de Marinho Chagas), o meio-campo tinha Batman e Namor, e o ataque com Capitão América, Homem-Aranha, Superman e Mon-El.

Já adulto eu vim conhecer o heroísmo da seleção dos EUA na Copa de 50 e a incrível história de vida do atacante Joe Gaetjens, o haitiano que superou Stanley Mathews e companhia na maior zebra daquela copa de triste memória para o Brasil.

Mas, veio a Era Pelé no Cosmos de Nova York. Desembarcaram em campos americanos alguns gênios da bola como Cruijff, George Best, Beckenbauer, Gerd Miller, Carlos Alberto, George Chinaglia, e a terra dos sonhos aprendeu futebol.

E daquele aprendizado foram se forjando as gerações dos gringos bons de bola, atletas talentosos como Eric Wynalda, Tab Ramos, Alexi Lalas e “ele”, Landon Donovan. O garoto saiu da IMG Soccer Adademy para jogar futebol de craque no mundo.

Nascido com o sangue aventureiro e libertino dos californianos, Donovan saiu da sua terra natal, Ontario, para tornar-se o mais célebre e cultuado jogador de futebol nos Estados Unidos e conquistar fãs também em gramados alemães e ingleses.

Dono de um senso tático invejável e famoso pela fantástica capacidade de assistência aos colegas de ataque, Donovan conseguiu a proeza de ser maestro e solista ao mesmo tempo, sendo até agora o maior artilheiro da seleção americana na história.

Dos pés do craque brotaram outros goleadores, como Cobi Jones e Eric Wynalda, nos anos 1990, e, mais recentemente, Edson Buddle. A versatilidade do craque permite-lhe atuar na mesma objetividade em toda parte do campo. E ele dita o ritmo do jogo.

O hábil futebol de Donovan já surpreendeu sistemas poderosos como os do Brasil, Itália, Alemanha e Inglaterra; da sua ampla visão de jogo nascem as jogadas que fazem da seleção americana um adversário cada vez mais difícil de enfrentar.

Não é mera coincidência o fato da geração de Landon Donovan ser a responsável pela presença constante dos EUA em destacadas posições no ranking oficial de seleções da FIFA. No auge do seu futebol, o time esteve várias vezes entre os dez mais do planeta.

Se ele não foi determinante para levar times como o Bayern de Munique, Bayer Leverkusen e Everton a conquistas nas ligas alemã e inglesa, deixou por lá, entretanto, a marca do seu talento e a impressão de um atleta diferenciado no seu ofício. Ele é na história do futebol norte-americano o maior líder, o grande capitão, o impávido matador, o maestro e garçom do Los Angeles Galaxy (superando David Beckham) e, principalmente, a mais completa expressão do craque e ídolo do povo do país.

E se Pelé e seus satélites ensinaram a portentosa nação a jogar bola, foi Donovan o responsável direto por sua gente aprender a gostar do “soccer”, até então uma paixão feminina. Foi por ele e seus companheiros de geração que a bola democratizou-se. A Copa de 1994 já havia sido uma demonstração de gosto pela bola dos gringos, misturados na etnia globalizada das arquibancadas. Mas, na Copa de 2010, com as camisas de Donovan nas ruas dos EUA, o país inteiro mostrava que tinha seu ícone, seu super-herói num belo uniforme branco repleto de estrelas.

*PS – Hoje, o técnico alemão da seleção americana deixou Landon Donovan fora do elenco que virá ao Brasil. (AM)

PT e PCC

Destaque de hoje na capa da Folha Online: “Em março, o deputado estadual Luiz Moura (PT) esteve em reunião numa cooperativa de transporte na zona leste paulistana em que, segundo a polícia, havia 13 integrantes da facção PCC”. CHEGA!!!

Delinqüência

São narco-guerrilheiros das Farc, contrabandistas bolivianos, doleiros, pistoleiros, e agora a gang do PCC. Incrível como a bandidagem orbita o PT. Veja o caso de Natal, do delinqüente que ameaçou Joaquim Barbosa. Tem até traficante tuitando por partido.

Rejeição

O Jornal Nacional destacou ontem uma parte da pesquisa Ibope que pouco foi divulgada na Internet e nos jornais de hoje. A desaprovação ao governo Dilma, assim como a rejeição à sua reeleição ultrapassou a linha dos 40%. Alerta vermelho no Planalto.

Dá-lhe, Juca!

“Definitivamente Dilma Rousseff está com a bola murcha na “Copa do Povo”.Pior que ela só Mano Menezes”. Comentário do jornalista Juca Kfouri, hoje em seu artigo na Folha de S. Paulo. Uns petralhas divulgaram que ele apóia Dilma. Mentira.

De Reinaldo Azevedo

“Não há grupo baderneiro com viés de esquerda que não tenha sido levado ao Palácio do Planalto para conversar. O método consagrado para ser ouvido na República obedece à gradação dos celerados: quebrar, incendiar, invadir, bater”. (Na Folha)

Acordão

O pré-candidato a governador Robinson Faria (PSD) inseriu em definitivo o termo “acordão” no discurso de campanha. É uma das armas de comunicação contra a chapa Henrique-João Maia-Wilma. Hoje, repetiu diversas vezes em entrevista a Alex Viana.

Derrotas

Não pertence a Henrique Alves a medalha de maior derrotado em eleições majoritárias no RN. No estranho ranking, a liderança isolada é de Fátima Bezerra (PT) que perdeu 4 vezes. Em seguida vem Wilma de Faria, com 3, seguida de Henrique e Mineiro, 2.

Corrupção

Um antigo caso envolvendo figurões políticos e medalhões patenteados continua fazendo vítimas por causa dos riscos de vazamento de novas denúncias. É caso para a Polícia Federal, já que nem mesmo o Judiciário tem força para se meter no meio.

Final em Lisboa

Mais de 70 mil espanhóis invadiram a capital dos patrícios para assistirem à decisão da Champions League entre Atlético Madrid e Real Madrid, amanhã. Não há uma só vaga em hotéis da cidade e os poucos ingressos com cambistas superam até 6 mil euros.

Triângulo ou barriga?

Outro assunto em Lisboa é a revista “Nova Gente”, que mostra a apresentadora de TV, Isabel Figueira, com um homem na praia, e que afirma ser o deputado do PSD, Luis Montenegro, acusado também de sair com Judite Sousa, outra apresentadora famosa.

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