Um instante para pensar – Walter Gomes

Três questões sublinhadas postas na mesa de debates da campanha para o governo da República: 1. Rejeição alta complica o…

Três questões sublinhadas postas na mesa de debates da campanha para o governo da República:

1. Rejeição alta complica o projeto de reeleição da presidente Dilma Rousseff, mas não a desclassifica para o segundo turno;

2. É intenso o fogo cruzado sobre a ascendente Marina Silva, titular da chapa que lhe foi dada pelo destino ou qualquer outro substantivo que denomine o fato narrado com cores da dramaticidade;

3. Aécio Neves está em baixa, mas considera “momentâneo o cenário apontado pelas pesquisas”. Já em setembro, “mais tardar, na segunda semana”, espera reassumir o posto de líder da oposição e assim ser promovido à fase decisiva do processo eleitoral.

Diferentemente de Dilma, que tem divergências pessoais com Marina, Neves evita atacar a concorrente que lhe ultrapassou na contabilidade das intenções de voto.

Se ele não critica diretamente a senhora Silva, há, no seu estafe, quem faça coro ao que fala a senhora Rousseff sobre a adversária:

“Falta-lhe experiência administrativa, além de não ter quadros para governar.”

Provocada por uma repórter, a messiânica Marina respondeu:

“Essa é uma campanha na qual vamos ter de oferecer a outra face; e caminhar com sabedoria.”

 

A luta continua

Pedro Simon (foto) ouve os apelos dos seus fã-clubes, o regional e o nacional.

O mais homenageado quadro do peemedebismo gaúcho assume a recandidatura ao Senado, apesar da orientação contrária de Fernando Lucchese, seu amigo e médico que o acompanha há uma década.

Com 84 anos – completados no último dia de janeiro -, Simon, ex-governador do estado, tem cardiopatia leve e trombose digestiva crônica.

Embora tenha anunciado o fim da caminhada eleitoral, retorna à lide para ocupar o espaço na chapa da aliança PMDB-PSB. A vaga ocorreu após a unção do socialista Beto Albuquerque para compor a dobradinha com Marina Silva, substituta de Eduardo Campos no embate para presidente da República.

Há empate técnico na disputa pela cadeira senatorial, conforme o Datafolha apurou no Rio Grande do Sul. Lasier Martins (PDT) tem 29% de apoios e Olívio Dutra (PT), 26%.

Se for reeleito, o senador Pedro Simon emplaca o quinto mandato.

 

Leitura Dinâmica

– Hoje, às 22h, a Rede Band de Televisão abre o debate nacional entre os candidatos ao Palácio do Planalto. Participam os mais bem avaliados pelas sondagens de opinião.

– Fátima Bezerra (PT) e Wilma de Faria (PSB), aspirantes ao Senado, travam bom debate a respeito da política de educação para o Rio Grande do Norte. Henrique Eduardo Alves (PMDB) e Robinson Faria (PSD), candidatos a governador com peso político-eleitoral, decepcionam no quesito.

– Nesta noite, o Tribunal Superior Eleitoral julga o processo que inscreve José Roberto Arruda (PR) na lista de fichas sujas. Candidato a governador do Distrito Federal, ele pretende voltar ao poder “que me tomaram arbitrariamente”. Há cinco anos, Arruda foi cassado por corrupção.

– Líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), em ação para se reeleger deputado, mandou confeccionar seu material de propaganda sem referência à campanha presidencial. Ele vota no tucano Aécio Neves, a exemplo de outras estrelas do peemedebismo fluminense.

– Informa o Ibope: nesta terça-feira, divulgação dos percentuais para a Presidência da República. Também para o Executivo de cinco estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal.

– Constatação melancólica do senador Cristovam Buarque (PDT-DF): “É de forma simplória que os concorrentes à Presidência da República abordam a área tecnológica em seus programas de governo.”

– Sexta-feira, anúncio do PIB referente ao trimestre abril-junho. Não será notícia do agrado palaciano o que será revelado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Economistas independentes preveem indícios de recessão.

– Para refletir: “Quase todos os homens podem enfrentar a adversidade, mas, se queres pôr o caráter de um homem a prova, dê a ele poder” (Abraham Lincoln, político estadunidense).

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