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Um olhar de desconfiança

Data: 19 fevereiro 2013 - Hora: 18:07 - Por: Walter Gomes

Marqueteiro amador e estrategista eleitoral com altos e baixos, o carioca Cesar Maia é interessante analista político. Equivoca-se ali e acolá, mas suas observações são inteligentes. É longa a sua militância política. Foi comunista, trabalhista democrático e, agora, radicaliza na defesa do liberalismo. Exerceu três mandatos de prefeito do Rio de Janeiro, passou pela Câmara dos Deputados e, aos 67 anos, é vereador na capital fluminense.

Cesar faz observações curiosas sobre Rede Sustentabilidade – denominação (provisória ?) do novo projeto partidário de Marina Silva, ex-senadora do PT e candidata de 20 milhões de votos à Presidência da República sob a bandeira do PV.
Maia diz que Marina pretende criar o primeiro partido conservador à esquerda. Cita os valores cristãos excluídos do programa da sigla, “por exigência” da acriana. Dois exemplos: caso do aborto e, também, do homossexualismo.

O estatuto defendido por Marina tem duas características equivocadas, opina Cesar Maia.
Aponta-as:

1. Só gera unidade no “não”;
2. A horizontalidade é anárquica, porque é de desconstrução do que significa organização partidária.

Ao proibir mais de uma reeleição de parlamentares, a futura legenda “entra no jogo da antipolítica, porque quebra a importância dos partidos como instrumento democrático da política organizada”.

 

Queda dá susto
Uma situação que ocorre desde 2008.
Nas exportações para Argentina, México e EUA, o Brasil perdeu espaço. Foi substituído pela China, Colômbia e pelo Peru.
Essa queda resulta, em parte, da apatia do parque industrial brasileiro. A situação preocupa porque retarda o avanço no mercado externo.

Desde a crise mundial – há três anos, portanto -, a falta de competitividade custou ao redor de US$ 14 bilhões.
Em relação ao PIB, a taxa de investimento nacional é a menor dos países do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) – mais ou menos, 19%.

Situação de risco
Pontos críticos da administração Rousseff, segundo Lula da Silva.
Em conversas fechadas com antigos e recentes interlocutores, o ex-presidente aponta falhas que podem complicar o projeto de reeleição da chefe do governo.

Três delas:
1. Inflação repicada;
2. Má articulação com o Parlamento;
3. Demora na decisão de questões estratégicas, sobretudo na economia.

 

Dada a largada
Governadores dos estados sulistas buscam a reeleição, em 2014.
Segundo sondagens de opinião realizadas fim da semana passada, os três foram avaliados positivamente pelas pessoas entrevistadas.

O petista Tarso Genro (foto), no Rio Grande do Sul; Raimundo Colombo (PSD), em Santa Catarina; e Beto Richa (PSDB), no Paraná, têm, pela ordem, 52%, 53% e 55% de apoio para a renovação do mandato.

Entretanto, o tucano é, entre os componentes do trio, quem deverá enfrentar desafiante com posição elevada no ranking de intenções de voto.
Trata-se da senadora-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, estrela do petismo paranaense.

 

-  Fernando Henrique Cardoso vai a Belo Horizonte, segunda-feira (25) com o propósito de injetar otimismo em Aécio Neves. O ex-presidente da República está preocupado com o ar macambúzio do pretenso representante tucano na disputa da Presidência da República.
- Nesta quinta-feira, Dilma Rousseff participa da Cúpula África-América do Sul, em Malabo (Guiné Equatorial).  Depois, vai à Nigéria.
- The Economist, edição nas bancas, inclui Renan Calheiros (PMDB-AL) no rol de políticos brasileiros ficha suja. A revista semanal inglesa coloca o presidente do Senado na companhia do deputado Paulo Maluf (PP-SP).
-  Ana Rita (PT-ES) assume a presidência da Comissão de Direitos Humanos do Senado.
- Para refletir: “Ah, se eu pudesse recordar, mais claramente, as conversas políticas que precisam ser lembradas” (Terwal Segom, jornalista brasileiro).

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