Uma batalha sem limite
(Rio de Janeiro) – No estado, amplia-se a cisão na aliança de partidos da base parlamentar da presidente da República. Se antes a pré-campanha da sucessão fluminense sublinhava a divergência entre PMDB e PT, agora tem um complicador a mais. O PR entra no embate como adversário de boa receptividade no eleitorado.
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O resultado da primeira pesquisa de intenção de voto, trabalho do instituto Vox Populi, elevou a preocupação do governador Sérgio Cabral, filho, na etapa final do segundo mandato. Impedido de reeleger-se, lançou o seu vice, Luiz Fernando Pezão, também peemedebista, ao Palácio das Laranjeiras. O afilhado não se saiu bem no levantamento, com cópia enviada, ontem, ao gabinete de Dilma Rousseff.
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Lindbergh Farias (PT), senador petista, lidera as preferências com 28%. Pezão está na terceira posição. Só 10% das pessoas entrevistadas disseram que votariam nele. Para surpresa barulhenta, o segundo lugar é de Anthony Garotinho, ex-chefe do Executivo estadual e recém-eleito líder do PR na Câmara dos Deputados. Sete pontos percentuais marcam a distância entre ele e Farias.
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Apesar do fiasco de Pezão, Cabral é bem avaliado por seus governados. Ao redor de 45% dos fluminenses entrevistados pelo Vox Populi consideram ótima/boa a administração do peemedebista. E 36%, apontam-na como regular. Sobram, portanto, 19% para os antipatizantes ou que não opinaram.
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Pós-escrito: ao birô da coluna, Sérgio Cabral disse que Luiz Fernando Pezão será seu sucessor, “não tenha dúvida”, completou. (WG).
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E haja confete
Uma frase que poderá ser relembrada na campanha de 2014.
É sobre Rosalba Ciarlini (DEM) e quem a disse foi o presidente da seção potiguar do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves.
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Para ler e aguardar a campanha eleitoral:
“Acho que ela tem qualidades importantes como administradora. É uma pessoa determinada e humilde. O governo dela é ético e honrado.”
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Linha de frente
Trabalho durante o dia, mas, em compensação, jantar com cardápio mineiro.
Os oito governadores tucanos reúnem-se, hoje, em Brasília, para tratar preferencialmente de dois itens:
1. Números negativos da Petrobras no governo petista. A estatal petroleira perdeu 40% do seu valor de mercado, nos últimos três anos, segundo economistas ligados ao PSDB;
2. Unificação do discurso para o encontro de amanhã com os presidentes do Senado e da Câmara. Pauta: novo pacto federativo e redistribuição de recursos centralizados no Tesouro Nacional.
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Aécio Neves (foto), senador em articulação para concorrer à Presidência da República, recebe à noite, em sua residência brasiliense, governantes, parlamentares e dirigentes da social-democracia.
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- Dia 22, Carlos Lupi é favoritíssimo para reeleger-se presidente nacional do PDT. Ele dirige o partido há nove anos.
- Slavoj Zizek, filósofo esloveno, vê em Dilma Rousseff “uma gerente e não uma líder popular”. Aplaudido pela esquerda de muitos idiomas, ele lançou em São Paulo, fim da semana passada, o livro Menos que nada. Autografou 317 exemplares. Um deles, para o senador Eduardo Suplicy (PT-SP).
- Como presidente do DEM no país, o senador José Agripino diz que o seu papel na eleição para presidente da República “é ampliar as forças que se movem contra o PT”.
- Ainda não foi confirmado, mas a tendência é de o PSDB perder para uma legenda do condomínio governista federal – o PP, talvez –, a sua referência número um no Piauí: médico Sílvio Mendes, ex-prefeito de Teresina.
- O senador pernambucano Jarbas Vasconcelos abre cisão no PMDB a favor da possível candidatura de Eduardo Campos (PSB), governador conterrâneo, ao Palácio do Planalto.
- Quinta-feira, o PSD entra em rede nacional de rádio (20h às 20h05) e televisão (20h30 às 20h35).
- Para refletir: “Não basta ver uma mulher para conhecê-la. É preciso ouvi-la também, ainda que muitas vezes baste ouvi-la para não a conhecer jamais” (Machado de Assis, escritor brasileiro).


