Uma curva no caminho

Mudança no cenário para a escolha do ministro da Integração Nacional. Os traços do esboço trocam as letras do partido…

Mudança no cenário para a escolha do ministro da Integração Nacional. Os traços do esboço trocam as letras do partido que indica o próximo titular da pasta. Desde a primeira semana do ano, o PROS (Partido Republicano da Ordem Social), sob a influência dos irmãos Gomes, amplia a vantagem na disputa com o PMDB. Eles abandonaram o PSB de Eduardo Campos para dar cobertura à reeleição de Dilma Rousseff.
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Essa situação pode mudar. É improvável, porém. A não ser que a cúpula peemedebista, na reunião de hoje, resolva partir para o tudo ou nada. A ameaça político-fisiológica do partido tem pouco crédito, entretanto. Outra forma depende do governador do Ceará. Para diminuir as dificuldades na montagem de sua sucessão, Cid entregaria o jogo ao peemedebismo. É mínima a viabilidade da estratégia.
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Logo que Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), orientado pelo presidenciável de sua sigla, pediu demissão do Ministério, o PMDB entrou em campo com a candidatura do senador paraibano Vital do Rêgo, filho. A presidente da República anotou o pedido, mas colocou uma pedra em cima da reivindicação da bancada no Senado.
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Francisco Coelho Teixeira, interino, é uma boa aposta para o mandato-tampão no órgão, distribuidor de milionários dividendos eleitorais. Está definido que não será Ciro, irmão de Cid que foi ministro da Fazenda sob a presidência Itamar Franco e da Integração Nacional sob a gestão Lula da Silva.
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Pós-escrito: Ciro pretende voltar, sim, à Esplanada, mas para comandar a Saúde. Hipótese a ser considerada, se a senhora Rousseff continuar no Palácio do Planalto. Ela gosta do jeito agressivo do ex-chefe do Executivo cearense.

 

Mudança de rota
Depois da toga do Supremo, o palanque eleitoral.
Filiada ao PSDB do Rio de Janeiro, Ellen Gracie (foto), a pedido de Aécio Neves, admite concorrer à Câmara dos Deputados.

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Mas, a ex-presidente do STF descarta candidatura ao Senado e ao governo.

 

t  Chapa em estudo, na Bahia.  Paulo Souto (DEM) para governador. Vice, a definir, do PSDB. Geddel Vieira Lima (PMDB) seria o candidato da aliança ao Senado. Souto governou os baianos de 2003 a 2007.
t  O repique da inflação leva o Banco Central a encarecer o crédito. Hoje, será elevada a Selic (taxa referencial dos juros). Pode chegar a 10,5%.
t  Wellington Dias, sob a bandeira do PT, pretende retomar o poder no Piauí. Há um obstáculo, entretanto, para o senador. O deputado Marcelo Castro (PMDB), apoiado pelo PSDB e PSB, lidera as pesquisas de intenção de voto.
t  Monta-se um bem estruturado palanque para Eduardo Campos em Sergipe. O senador Antonio Carlos Valadares aceitou disputar a sucessão do governador Jackson Barreto (PMDB). O DEM aponta o vice.
t  ‘A cabeleira do Renan” – o Calheiros – é a marchinha cotada para embalar o desfile do Pacotão no carnaval de Brasília. Criado por jornalistas, o bloco é um patrimônio rebelde da capital do país.
t  Para refletir: “Eu sou procurado pelas palavras. Elas desabrocham em mim” (Manoel de Barros, poeta brasileiro).

 

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