Uma data

Houve quem contestasse quando esta coluna noticiou, ontem, que o dia 6 de abril é a única data determinante da…

Houve quem contestasse quando esta coluna noticiou, ontem, que o dia 6 de abril é a única data determinante da sucessão governamental no Rio Grande do Norte. Pelo jeito, a veemência deste colunista, tal é a sua certeza, acabou provocando em algumas pessoas aquele tipo de reação sempre muito emocional. Primeiro, não é opinião. É informação. Depois, nada hoje tem relevância maior na armação do jogo sucessório do que um possível lançamento de Carlos Eduardo Alves ao governo.

Sua candidatura é a única capaz de produzir a avalanche da acomodação: deixa a Prefeitura para ser candidato, assume a hoje vice-prefeita Wilma de Faria e ele sairá ao lado de Fátima Bezerra para o Senado. A dúvida – e há – é se o PMDB apoiaria seu nome para mostrar nitidez no rompimento com o DEM ou se sairia num acordão velado com as forças hoje mais conservadoras e, neste caso, seria melhor enfrentá-lo como fez há um ano, quando venceu o candidato apoiado por sua família.

São as circunstâncias e não os juízos de valor que revestem de importância política o dia 6 de abril. Mesmo que não venha a fazê-lo, basta só poder renunciar para ser determinante na sucessão. Seu conjunto político – até por coerência e unidade – sairia às ruas com capacidade de desmontar o acordão que reúne um rompimento velado do PMDB com um governo desgastado, e os Democratas com a bandeira dos seus dois grandes fracassos executivos – Micarla de Souza e Rosalba Ciarlini.

O senador Garibaldi Filho, a maior estrela eleitoral pemedebista, sabe – daí ter se retirado do governo contra a vontade de Henrique – que sendo a única andorinha não fará o verão do partido na hipótese de precisar explicar nas ruas aquilo que o eleitor não quer ouvir. Foi assim quando da sua derrota para a então governadora Wilma de Faria tentando justificar as vantagens para o Rio Grande do Norte da venda da Cosern, em nome de uma concorrência que nunca aconteceu nem acontecerá.

Pode não ser uma inverdade a declaração do deputado Henrique Alves quando afirma que é decisão do PMDB ter candidato próprio ao governo. Mas ele sabe que essa candidatura pode se diluir facilmente se o partido que preside não ocupar as ruas com Garibaldi Filho, Fernando Bezerra ou o próprio Henrique. Não haverá improvisação perfeita. Qualquer outra solução será mera invenção, um artifício que já não engana mais o eleitor, tal é a ausência do partido das grandes lutas do executivo.

Basta que a oposição peça explicações a Henrique Alves do seu apoio à candidatura  de Iberê Ferreira num jogo duplo e escancaradamente oportunista; e ao senador Garibaldi Filho do seu grande  empenho pela eleição da governadora Rosalba Ciarlini. Se era por civismo, em nome da resistência de Mossoró, ou se interessava apenas vê-la no governo para seu pai assumir o Senado, mesmo que o destino do Rio Grande do Norte fosse este que hoje ele renega, mas já não pode esconder ou negar.

 

CULPA – I
O briefing que distribuiu com as agências para a concorrência da verba publicitária, no valor de R$ 25 milhões, o governo afirma que a sua má avaliação é por desconhecimento absoluto de suas ações.

NESTE – II
Caso não precisa fazer o menor esforço mental para perceber que o governo culpa a comunicação nos três anos de gestão. E assim, entre culpas e complôs o governo chega a 36 meses de gestão. É muito.

DENÚNCIA – I
A matéria de capa da Brasileiros é sobre os ‘Órfãos da guerra que não existiu’, de Luiza Villaméa, um retrato da caçada cruel da ditadura naquela foi a maior mobilização do Exército desde a II Guerra.

CONTA – II
A história e João Carlos e Igor que perderam, assassinados na Guerrilha do Araguaia, pela repressão, o pai, o avô e um tio. Um capítulo que os militares tentaram esconder da família e dos historiadores.

LUTA – III
A mãe, Criméia, e seus dois filhos – João Carlos e Igor – estão vivos e até hoje, mais de três décadas depois, ainda lutam na justiça por seus direitos de indenização. Os fantasmas da ditadura se levantam.

SOBE
Dilma Rousseff, mesmo diante das prisões, o último e contundente capítulo do Mensalão, continua subindo nas pesquisas, enquanto aqui o governo imagina que enfrenta os fantasmas de um complô.

OPERAÇÕES
O secretário de segurança, Aldair da Rocha, anunciou três grandes operações policiais, entre elas a Sertão Seguro. Ele sabe que a violência – é muito grave – está fora de controle na cidade e no campo.

MAIS
Ele sabe, também, que não dispõe das condições mínimas para que as polícias militar e civil ocupem com segurança os principais focos de banditismo no interior. Tanto que até agora nada se conseguiu.

MARTELO
Hoje e durante dezoito inserções, a ex-governadora Wilma de Faria vai às telinhas batendo forte no desempenho do Governo Rosalba Ciarlini. Por nada fazer acontecer, como prometeu na campanha.

AMOR
A Árvore do Amor, a gameleira da Via Costeira desenhada pelo vento, é a foto de capa da Ícone, a revista nascida da criatividade de Antônio Nahud. A idéia é reunir turismo e cultura em suas páginas.

TONHECA – I
Seria simpático, e muito justo, que se abrisse uma janela antes do concerto da Orquestra Sinfônica da UFRN para a apresentação da Banda de Música da Polícia Militar executando a valsa Royal Cinema.

HOMENAGEM – II
A homenagem ao Maestro dos Sertões será dia 11 próximo, às 21 horas, no Teatro Riachuelo, nos 100 anos de Royal Cinema e a banda da PM está com um novo arranjo só para homenagear Tonheca.

HISTÓRIA – III
Não se pode esquecer que Tonheca é um músico do sertão do Seridó, mas também o maior maestro da Polícia Militar iniciando a sua carreira em 1898. Portanto, a banda da PM é parte de sua história.

CAPITANIA
Helder Alexandre de Macedo e Rosenilson da Silva Santos, da UFRN, são os organizadores do livro ‘Capitania do Rio Grande – histórias e colonização na América Portuguesa. Edição Idéia, da Paraíba.

 

 

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