Uma expectativa indesejável

Um ano (quase) perdido para a indústria nacional. Isso mesmo. Trata-se de desenho, sem retoques, do que ocorre neste 2014.…

Um ano (quase) perdido para a indústria nacional. Isso mesmo. Trata-se de desenho, sem retoques, do que ocorre neste 2014. É o resultado da imperícia no gerenciamento do Estado brasileiro.

Seguem seis entre os principais ‘colaboradores’ desse momento complicado, conforme a opinião de analistas do mercado, majoritariamente sem rótulo político-ideológico:

> Copa do Mundo.

> Eleição com campanha antecipada para presidente da República e governadores dos estados e do Distrito Federal. Renovação de um terço do Senado e imprevisíveis mudanças nas representações partidárias na Câmara Federal, além da escolha de deputados estaduais e distritais.

> Ampliação de estoques nas fábricas, inclusive nas montadoras de automóveis e caminhões.

> Índice de crescimento da economia aquém do mediano.

> Persistência da inflação.

> Taxa elevada dos juros, uma das maiores do planeta.

Mostrada a maquete da ‘obra’ em execução temerária, economistas da iniciativa privada diagnosticam mais dificuldades. Se não houver fisioterapia adequada, a economia da República Surrealista dos Trópicos caminhará apoiada em muletas.

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A difícil missão

Sucessão de Roseana Sarney (PMDB), no Maranhão.

Hoje, a governadora anuncia a candidatura de Edison Lobão, filho (foto), também peemedebista originário do PFL (o DEM de agora).

Como primeiro suplente do pai (*), licenciado para comandar o Ministério de Minas e Energia, o ‘príncipe herdeiro’ exerce o mandato de senador.

Caso não ocorra mudança substancial, Flávio Dino (PCdoB), persistente adversário do clã Sarney, será o próximo ocupante do belo Palácio dos Leões, em São Luís.

(*) Lobão, o pai, foi chefe do Executivo maranhense de março de 1991 a abril de 1994.

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Caso em questão

Sobre a crise na Petrobras e os reflexos políticos.

Dois postulantes da oposição à Presidência da República – Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) – e o ex-chefe do governo Lula da Silva (PT) abordam a questão.

Tem a palavra o tucano mineiro:

“A CPI para apurar desmandos na empresa não é uma demanda de adversários da governante, mas da sociedade brasileira.”

Fala o socialista pernambucano:

“Essa variação de versões divergentes, apresentadas por agentes da administração da companhia e do país, confunde a opinião da sociedade. Por isso, é fundamentalmente necessária a investigação parlamentar.”

O ícone do petismo nacional arremata:

“Quem não deve não teme. E quem deve tem de ser algemado e preso.”

- Dilma Rousseff reúne-se amanhã com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. Ele é enviado especial do presidente Xi Jinping, que, em julho, virá ao Brasil.

- O PSC fala ao país, amanhã, em rede de rádio (20h às 20h10) e tevê (20h30 às 20h40). Everaldo Pereira, presidenciável da sigla, é o astro do programa.

- Apesar da resistência do governador Cid Gomes (PROS-CE), Nelson Antônio de Souza deve ser confirmado na presidência do Banco do Nordeste. Souza tem o apoio do PMDB da região.

- Márcio França (PSB-SP), deputado federal em segundo mandato, desistiu da reeleição. Vai coordenar a área política da campanha de Eduardo Campos ao Palácio do Planalto.

- Segunda-feira (28), em Brasília, representantes dos 29 países do Tratado Antártico discutem o futuro do continente.

- Cuide do seu filho, antes que um traficante de drogas o adote.

- Irritado com o apoio do PT à candidatura do rival Renan Filho (PMDB), o senador Benedito de Lira (PP) faculta o seu palanque de candidato a governador a Eduardo Campos.

- Para refletir: “Há uma boa geração de jornalistas surgindo bem diferente da minha. Antes, achávamos que poderíamos ser o governo. Hoje, esses jovens não têm mais essa ilusão” (Theo Sommer, jornalista alemão).

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