Uma relação de risco

O primeiro vice-presidente da Câmara Federal, André Vargas (PT-PR), está em maus lençóis. Tanto é que substituiu a arrogância pela…

O primeiro vice-presidente da Câmara Federal, André Vargas (PT-PR), está em maus lençóis. Tanto é que substituiu a arrogância pela “humildade de quem precisa”, para ser fiel a uma observação de colega dele da mesa diretora da Casa.

Implicado em advocacia administrativa (artigo 321 do Código Penal) e corrupção passiva (beneficiário de ‘incentivos’ do doleiro Alberto Youssef), pode ir ao Conselho de Ética da Câmara. Apoiado por vários parlamentares, Nelson Leitão (MT), do colégio de líderes do PSDB, vai representar contra ele.

Para não prejudicar o Partido dos Trabalhadores neste ano eleitoral, Vargas tem sido aconselhado a renunciar ao mandato. Fazem parte do grupo de pressão companheiros de legenda e de siglas palacianas.

O trunfo tucano

Três conquistas no currículo administrativo de Antonio Anastasia (foto abaixo).

Foram obtidas durante os cinco anos no governo de Minas Gerais, que recebera de Aécio Neves, outro tucano do qual era vice e que renunciara para se eleger senador.

Segue-se a enumeração:

1. Educação básica, considerada a melhor do país;

2. O mais eficiente sistema de saúde do Sudeste;

3. A mais alta expectativa de vida no Brasil.

Postulante favorito ao Senado, Anastasia transferiu, hoje, o poder estadual a Alberto Pinto Coelho (PP), sucessor constitucional. Pelo menos, quatro deputados federais querem ser suplente dele, provável candidato à prefeitura de Belo Horizonte em 2016.

Pela ordem alfabética: Adelmo Leão (PP), Alexandre Silveira (PSD), Carlos Melles (DEM) e Júlio Delgado (PSB).

Pós-escrito: Pimenta da Veiga (PSDB) é o representante da coligação chapa-branca a governador. Disputa com Fernando Pimentel (PT), ex-ministro de Dilma Rousseff e principal nome da oposição mineira. Veiga e Pimentel foram prefeitos da capital.

A promessa vã

Um mero registro, nada mais.

No primeiro dia de janeiro de 2011, data em que Dilma Rousseff assumiu o governo do país, o juro oficial estava em 10,75%.

A presidente da República garantiu que reduziria o preço do dinheiro. Promessa vã. Não conseguiu deter a curva ascendente, porque, em alta recorrente, a inflação leva o Banco Central a apertar a política monetária.

Hoje, a Selic (taxa referencial) está em 11%. E subirá mais, não muito porém, até o fim deste 2014, quarto ano do mandato da senhora Rousseff.

Trata-se de previsão da autoridade econômica.

 

– Com a surpreendente renúncia de Ary Joel Lanzarin, Nelson Antônio de Souza assume, interinamente, a presidência do Banco do Nordeste.

– André Puccinelli (PMDB) permanece no governo de Mato Grosso do Sul. Desistiu de concorrer ao Senado. Dois candidatos bem cotados à sucessão de Puccinelli: o petista Delcídio e o peemedebista Nelson Trad, filho.

– Minoritária no PT do Ceará, Luizianne Lins arquivou o projeto de concorrer ao governo. Duas vezes prefeita de Fortaleza, ela entra na campanha para deputada federal.

– Indicado pelo PP, Antônio Varejão de Godoy é forte candidato à presidência da Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco).

– Sérgio Cabral, filho (PMDB), apesar do desgaste, lidera as pesquisas para retornar ao Senado. Por enquanto, o ex-governador do Rio de Janeiro não tem oponente de peso eleitoral.

– Faça-se justiça à presidente da República, no caso da compra da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). “Dilma foi imprevidente” como chefe do conselho da Petrobras, “jamais cúmplice de fraude” disse ao birô da coluna um grão-duque da oposição conhecedor das veredas da estatal.

t No Distrito Federal, o deputado José Reguffe (PDT) abriu mão da candidatura a governador. Vai apoiar o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), um dos pretendentes à sucessão de Agnelo Queirós (PT). Reguffe pode ser vice do socialista, disputar o Senado ou, simplesmente, buscar a tranquila reeleição.

– Vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden vai a Manaus, 20 de junho, para assistir à partida da Copa do Mundo entre as seleções de futebol do seu país e de Portugal. Antes ou depois do jogo – depende de combinação diplomática –, passa em Brasília para reunir-se com a presidente Rousseff.

– Para refletir: “Todos os discursos são tolices quando ditos por pessoas sem brilho. Seriam palavras deliciosas se os oradores fossem gente ilustre” (Jean-Baptiste Poquelin – o Molière –, dramaturgo francês)

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