Home > Colunas > Uma situação para exame

Uma situação para exame

Data: 20 março 2013 - Hora: 18:00 - Por: Walter Gomes

São altos – altíssimos, para melhor expressar o nível – os índices favoráveis à presidente da República, conforme o levantamento trimestral do Ibope para a Confederação Nacional da Indústria. Confiam na governante 75% das pessoas entrevistadas; e 63% consideram a administração federal ótima ou boa.

O que dizem os mais citados desafiantes da recandidata Dilma Rousseff, a respeito da pesquisa de opinião divulgada ontem?
Quatro opinam. Seguem os comentários em ordem alfabética dos apontados como pretendentes à sucessão:
Aécio Neves (PSDB): “Isso tem muito a ver com o sentimento momentâneo, influenciado por algumas medidas de alcance popular tomadas pela Presidente e repercutidas pelo vigor da propaganda oficial. Tudo tem a sua hora. Não há ainda um debate eleitoral.”
Eduardo Campos (PSB): “Ninguém deve cantar vitória antes do tempo. Popularidade vem e vai. Não sou ansioso. Sei aguardar a marcha do calendário. Seja ou não candidato, tenho convicção de que 2014 não será igual a 2010.”
Fernando Gabeira (PV): “Os números não interpretam corretamente as vozes das ruas. É uma questão em aberto. Convém esperar pelo segundo semestre de 2014; talvez um pouco antes se estiverem consolidados os múltiplos projetos eleitorais.”
Marina Silva (Rede Sustentabilidade): “Não contesto a fotografia, apesar do retoque feito por anúncios de medidas com alta densidade na repercussão. Aguardemos os efeitos.”

Pós-escrito: as urnas municipais do ano passado decepcionaram a chefe do poder federal, embora com excelente avaliação. Excluído São Paulo, os candidatos que a senhora Rousseff combateu foram vitoriosos em centros de referência nacional. Seis comprovações: Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém e Manaus. Dilma também não teve sucesso em outras capitais, como Florianópolis, Vitória, Campo Grande, Cuiabá, Aracaju, Maceió, Teresina e São Luís.

Assim é demais
É tripla a carga de trabalho de Aloizio Mercadante (foto).
Além de ministro da Educação e de pretendente ao governo de São Paulo, protagoniza personagem inglório nas viagens internacionais da presidente da Republica.
Papagaio de pirata, papel também disputado por Antonio Patriota (Relações Exteriores).
Como foi observado ontem, no Vaticano, durante entrevista de Dilma Rousseff à imprensa.

Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), postulante ao Executivo de Minas Gerais, é outro que sempre mostra o rosto próximo da senhora Rousseff. Surpreendeu a ausência dele nessa terça-feira na sede do poder católico, apostólico, romano.

-  São três os deputados de preferência do PR para o Ministério dos Transportes. O da ponta é Jaime Martins, mineiro. Seguem: Aracely de Paula, também de Minas Gerais, e Luciano Castro, de Roraima.
-  Está em processo de recomposição o jogo político-eleitoral de Eduardo Campos com os irmãos Ferreira Gomes (Cid e Ciro). O que ocorre no socialismo nativo se repete no tucanato em relação a Aécio Neves e José Serra.
- Ficou para depois da festa pascoal a análise da liminar de suspensão da lei dos royalties.  O anúncio foi feito por Carmen Lúcia, ministra (do Supremo) que a concedeu.
-  O presidente da Câmara dos Deputados persiste na defesa do Orçamento impositivo. Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) pretende colocar em votação na Casa, mais tardar em maio, a proposta de emenda constitucional.
- Brasil Sem Miséria, programa da linha de frente do governo Rousseff, está na pauta da reunião de sexta-feira do conselho de administração da Organização Internacional do Trabalho, em Genebra (Suíça).
-  Vai ser em Serra Talhada, interior pernambucano, o próximo encontro de rivais no futuro próximo. Segunda-feira (25), Dilma Rousseff inaugura obras na cidade; Eduardo Campos, com sorriso profissional, ao lado, para aplaudir as benfeitorias.
-   Para refletir: “A luta do homem contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento” (Milan Kundera, escritor tcheco).

Notícias Relacionadas
  • TAGS: