Universitários do RN investem na carreira com o Ciências sem Fronteiras

O programa pretende enviar, até 2015, 100 mil universitários para cursar parte do Ensino Superior fora do Brasil

Letícia Medeiros, Felipe Lopes e Isadora Nunes agora representam para o Brasil. Foto: Wellington Rocha
Letícia Medeiros, Felipe Lopes e Isadora Nunes agora representam para o Brasil. Foto: Wellington Rocha

Jovens que irão ajudar a construir o Brasil do futuro, muito mais desenvolvido.  É o que Letícia Medeiros, Felipe Lopes e Isadora Nunes agora representam para o Brasil. Eles, estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e uma centena de jovens universitários de todo o país, participaram do programa Ciências sem Fronteiras como uma forma de investir na sua formação profissional antes de entrar no mercado de trabalho.

Os estudantes contam que estudar fora amplia o conhecimento sobre outras culturas, além de ser uma excelente oportunidade de aperfeiçoar um novo idioma e adquirir conhecimentos diversos. Em dois anos, quase 40 mil brasileiros estudaram fora do país com uma bolsa do Ciência sem Fronteiras, incentivo do Governo Federal.

Os três potiguares, que passaram um ano estudando na Holanda, voltaram à Natal e contam suas experiências que engrandecerão o currículo profissional. Para Letícia Medeiros, 20, estudante de Engenharia Civil, a oportunidade de estudar um semestre em outro país lhe abriu novos horizontes.

“Ainda estou no meio do curso, ingressando agora no quinto período. Ainda terei mais três anos até a formatura. Entretanto, essa experiência que ganhei com certeza será muito útil para a minha carreira. A dinamicidade das aulas e os ensinamentos diversificados da Engenharia Civil trabalhados por eles me deu uma nova visão do curso. Lá eu pude ter contato com outra visão da Engenharia”, disse.

Felipe Lopes, 23, e Isadora Nunes, 22, estudam Arquitetura e Urbanismo na UFRN e compartilharam de uma experiência que lhes poderá gerar muitos frutos. Decidida, Isadora já pensa em se qualificar ainda mais através de Mestrado em Barcelona. “O Ciência sem Fronteiras também oferece oportunidade de estudo no exterior para alunos de mestrado e doutorado. Foi uma experiência muito boa essa que tivemos e certamente eu não quero parar por aí. Só graduação não é suficiente”, afirmou.

Uma das obrigações impostas pelo governo brasileiro para quem participa do Ciência sem Fronteiras é que, ao voltar à sua cidade de origem, o aluno não poderá sair do país por um ano. “Essa é uma forma que o governo encontrou para que nós possamos ‘devolver’ ao Brasil tudo o que aprendemos lá fora. Ainda não sei o que farei com tudo o que aprendi, mas estou pensando em alguns projetos”, explicou Felipe Lopes.

Das maiores experiências herdadas nesse tempo longe da rotina considerada normal, Isadora Nunes destaca o amadurecimento. “Longe da família, amigos e da nossa cidade, tínhamos que dar conta de tudo sozinhos. Além de todo o conhecimento adquirido para nossas carreiras, o amadurecimento foi um dos maiores ganhos”, destacou a futura Arquiteta.

“Eu me senti incentivada a querer aplicar aqui em Natal e em nosso país tudo aquilo que aprendi lá. Novos conceitos, novos entendimentos. É importante que os novos profissionais possam ter uma visão diferente daquela que aprendemos dentro da nossa universidade. Toda pessoa que eu vejo, explico que essa foi uma oportunidade única. Indico a todos os meus amigos”, afirmou Letícia Medeiros.

Lançado pela presidente Dilma Rousseff, em 2011, para tentar qualificar estudantes de áreas-chaves para o desenvolvimento tecnológico do país, como engenharia, física, medicina, computação e outras áreas do conhecimento, o Ciência sem Fronteiras pretende enviar, até 2015, 100 mil universitários para cursar parte do Ensino Superior fora do Brasil. Os estudantes selecionados pela iniciativa federal recebem ajuda financeira para pagar o curso, as despesas da viagem, alimentação e hospedagem.

Com o fim de sua estadia, Letícia, Felipe e Isadora dizem ter conseguido deixar uma boa impressão do Brasil no Holanda. “Apesar das diferenças culturais, fomos muito bem recebidos e certamente deixamos boas lembranças”, destacou Felipe. Segundo números oficiais do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), o programa Ciência Sem Fronteiras concedeu até 2013 mais de 24 mil bolsas de estudo para brasileiros interessados em fazer intercâmbios em 35 países.

Os EUA lideram a lista como país receptor, com 5,4 mil bolsistas – 69% deles, de graduação, e o restante, em diferentes modalidades de pós. As universidades americanas receberam mais alunos que as instituições no segundo e terceiro países que mais acolheram brasileiros, Canadá e Portugal.

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