UPA da Cidade da Esperança começa a funcionar e registra 112 atendimentos no 1º dia

Atendimentos ainda estão sendo restritos à urgência e emergência nas áreas de clínica médica e odontologia

Pacientes atendidos têm saído satisfeitos, mas reclamam da falta de informação e ‘triagem’ feita pela segurança. Foto: Heracles Dantas
Pacientes atendidos têm saído satisfeitos, mas reclamam da falta de informação e ‘triagem’ feita pela segurança. Foto: Heracles Dantas

Mesmo sem todas as escalas médicas garantidas, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade da Esperança começou a funcionar ao público externo nesta segunda-feira (6). Apesar de os serviços de pediatria e ortopedia ainda não estarem sendo ofertados, a demanda nas áreas de clínica médica e odontológica já demonstra ser alta. De acordo com a coordenação de Enfermagem da unidade, em pleno feriado de Santos Reis foram registrados 112 atendimentos.

“Graças a Deus tudo está ocorrendo dentro da normalidade. Porém, gostaríamos de reforçar que esta unidade é voltada apenas para atendimentos de urgência e emergência, sendo neste momento apenas urgência e emergência na clínica médica e odontologia. Muitas pessoas chegam aqui procurando atendimento ambulatorial e infelizmente nós não podemos atender”, enfatizou a enfermeira Andreza Viviane.

Nesta terça-feira (7), enquanto a equipe de reportagem d’O Jornal de Hoje esteve no local, a primeira “triagem” dos pacientes estava sendo feita por um segurança. Ao se aproximarem da porta de entrada, os pacientes eram questionados sobre o que estavam sentindo. Algumas pessoas se sentiram impedidas de tentar o atendimento especializado, como foi o caso da dona de casa Maria das Neves.

Acompanhada do filho, Hudson Rafael, Maria demorou uns minutos do lado de fora até convencer o segurança de que a situação do filho poderia ser resolvida na UPA. “Não sei se os médicos não irão atender ele aqui, mas resolvi arriscar, pois sei que o diagnóstico não deve ser dado pelo segurança. Meu filho sofreu uma queimadura no rosto ao fazer a barba. Acho que algum médico pode pelo menos nos orientar”, disse.

Questionada sobre a situação que envolve o segurança, Andreza Viviane – na ocasião representando a diretora da UPA, que não estava no momento – alegou que os seguranças da Unidade foram orientados a alertar os acompanhantes sobre a falta de espaço dentro da unidade. “Temos poucas cadeiras aqui. O questionamento feito pelo segurança é para saber quem precisa de acompanhante, para que a unidade não fique tumultuada”, afirmou.

Para os que foram atendidos, o serviço está sendo qualificado como de excelência. Foi o que confirmou Francisca Matias, 56. “Não vi nenhum problema. Demorei um pouco para ser atendida, mas o tempo até foi rápido diante do caos que é o serviço público. Em pouco mais de uma hora eu fui atendida pelo médico e medicada. Achei tudo tranquilo”, afirmou.

Vinícius Souza, 39, também avaliou bem o atendimento. “A única situação que questiono é a falta de informação aos pacientes. Vi muitas pessoas chegarem aqui e terem que voltar porque não avisaram que só estão recebendo urgência e emergência. A Secretaria de Saúde não se preocupou em informar isso à população”, destacou.

Com investimento na ordem de R$ 4 milhões, obtidos por meio de recursos federais e municipais – parte integrante da Rede Municipal de Urgência e Emergência – a UPA da Cidade da Esperança poderá realizar até 13,5 mil procedimentos médicos mensais. A unidade contará com uma média de 180 profissionais, entre clínicos gerais, pediatras, ortopedistas, enfermeiros, assistente social, farmacêutico, bioquímico, nutricionistas, técnicos de enfermagem, de laboratório, administrativo, além de equipe de apoio.

As Unidades de Pronto Atendimento oferecem assistência de emergência 24h por dia, todos os dias da semana, e ajudam na estruturação da rede de atendimento integrada, reduzindo inclusive o tempo de espera da população por atendimento.

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