URBANA

A licitação milionária da Urbana vai chegando ao fim e a contabilidade de trapalhadas aumenta tanto quanto as propostas das…

A licitação milionária da Urbana vai chegando ao fim e a contabilidade de trapalhadas aumenta tanto quanto as propostas das conhecidas empresas. Parece até piada que o TCE constatou superfaturamento de quase R$ 30 milhões e as empresas ‘vencedoras’ da licitação aumentaram o dobro do que havia sido constatado. É para desmoralizar o TCE.

EMPRESAS

Os valores considerados pela própria Urbana na elaboração do edital, foram ignorados pelas duas empresas que sobraram da seleção já prevista. Tudo dentro do script programado. Todo mundo já sabia que daria somente aquelas empresas. O edital apontava para isso. As restrições feitas sinalizavam para a exclusão das demais e permanência da Vital e da Marquise. Sem surpresa.

PROVIDÊNCIAS I

O Ministério Público de Contas fez sua parte e questionou valores e formato do edital. O TCE considerou em um momento e em outro pensou diferente. Liberou geral para a Urbana fazer como achava conveniente. E agora? O que será que o TCE vai fazer diante do aumento milionário da licitação que se comprovou superfaturada?

PROVIDÊNCIAS II

O MP junto ao TCE fez e vai continuar fazendo sua parte nessa história com odor desagradável da milionária licitação do lixo de Natal. Porém, o MP até agora nada fez (pelo menos que alguém tomasse conhecimento) a respeito do fato. Será que vai continuar silente diante de uma licitação tão grandiosa quanto suspeita? O que é que tá havendo?

MUDANÇA

O pior dessa história do lixo é que a cidade está limpa com pouco mais de R$ 4 milhões por mês. A Urbana quer aumentar para mais de R$ 6 milhões por mês. Ou seja: são R$ 2 milhões por mês a mais para a conta de alguém. Por cada ano, há um acréscimo de R$ 24 milhões. É muito dinheiro.

AVISO

A coluna já vem avisando desde o início dessa trapalhada licitação da Urbana: Carlos Eduardo precisa tomar providência quanto ao caso. É muito dinheiro envolvido e superfaturamento comprovado. O prefeito, para dar demonstração inequívoca que não compactua nem negligencia com cheiro de falcatrua, precisa tomar providências urgentes para não ser contaminado pelo lixo. O mínimo que o prefeito pode fazer é demitir toda a diretoria da Urbana. Permanecer com esse grupo, é concordar com tudo e ser responsabilizado futuramente.

TEATRO

A Urbana deu um prazo para que as empresas justifiquem o aumento dos preços. A Urbana tanto pode acatar os preços acima do que ela própria previu; como pode também fazer um grande teatro e dizer que não aceitou o acréscimo. Porém, nesse caso, teria que fazer um novo edital e há muito gente perdendo dinheiro com essa demora.

REGIMENTO

O vereador Marcos do Psol passou da conta na defesa do que acredita. Rasgou literalmente o Regimento Interno da Câmara. Atitude absolutamente descontrolada e injustificável. Sem discutir o mérito da questão, o fato é que um parlamentar não pode rasgar o Regimento da Casa que integra. Quando se fala em rasgar o Regimento, muitos até rasgam diariamente, mas de forma simbólica; rasgar literalmente é apelação desnecessária e uma péssima imagem.

FAVORITO

O prefeito de Mossoró, Silveira Jr, é o favorito para a eleição suplementar. Por dois motivos: fez da interinidade uma gestão positiva e encarna, sem alarde, o sentimento de candidato com reais chances de eleição, fora da família Rosado.

RISCO

As duas candidatas que já disputaram o pleito, Cláudia Regina e Larissa Rosado, vão tentar registrar candidaturas, mas podem ter o registro indeferido pela Justiça Eleitoral. No caso de Larissa, que já foi favorita, a mudança de discurso em relação ao PMDB, prejudica mais do que ajuda em sua nova campanha.

ACORDÃO

Eleição em Mossoró também desmitifica o que Robinson Faria e Fátima Bezerra chamam de acordão. O candidato do PSD e PT na capital do Oeste, vai ter o apoio de mais de 10 partidos. Ou seja: fizeram um acordão em Mossoró.

SALADA

A eleição de Mossoró mostra uma gigantesca salada partidária, em que a coerência foi triturada no liquidificador da conveniência. Exemplos não faltam: o vice atual de Larissa tentou derrotá-la na eleição passada e é cunhado de Fafá, que está contra a filha de Sandra; o vice anterior está com Silveira, contra Larissa; o DEM e PMDB esfacelaram-se e até marido e mulher traem seus partidos.

SALADA II

Leonardo Nogueira, do DEM, não fica com a candidata de seu partido, Cláudia Regina; apóia Silveira. A mulher de Nogueira, Fafá Rosado, não acompanha seu partido, PMDB no apoio a Larissa; também apóia Silveira. Sandra Rosado e Larissa, que foram vítimas do PMDB, estarão juntas com o partido que motivou sua cassação. Ou seja: a eleição suplementar de Mossoró até tem nome, mas é impublicável. Maria Boa administrava um convento.

REJEIÇÃO

Explícita a rejeição do eleitorado ao nome do deputado Henrique Alves como candidato a governador. Em diferentes faixas sociais e etárias, o filho de Aluízio, ao ter o nome citado, é alvo de comentários nada elogiosos. Por outro lado, a rejeição ao nome de Henrique não beneficia automaticamente seu opositor, Robinson Faria. Quem não vota em Henrique não quer dizer que vote em Robinson. O pai de Fábio terá que conquistar o eleitor, tarefa não muito fácil.

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