Perigoso ladrão de carro compartilhado no WhatsApp já está nas ruas de Natal

O fugitivo é considerado de alta periculosidade e integra uma extensa quadrilha de ladrões de carro que age no Nordeste

Lindem Johnson Silva Ferreira Filho é fugitivo. Foto: Cedida
Lindem Johnson Silva Ferreira Filho é fugitivo. Foto: Cedida

Um dos integrantes de uma articulada quadrilha de furto, roubo e adulteração de veículos, que atua em Recife, João Pessoa e Natal, Lindem Johnson Silva Ferreira Filho, 21 anos, fugiu misteriosamente, no sábado passado, do Presídio Provisório Raimundo Nonato Fernandes, na zona Norte da capital. O fugitivo é considerado de alta periculosidade e havia sido preso no dia 27 de dezembro de 2013, durante a Operação Revide – onde mais de 100 policiais civis deram cumprimento a 17 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão na Grande Natal.

A imagem do acusado já está circulando nas redes sociais e a Polícia Civil avisou que está se empenhando ao máximo para capturá-lo. De acordo com o delegado adjunto da Deprov, delegado Emerson Valente, o preso  Lindem Johnson estava com a prisão preventiva decretada e não deveria cumprir pena no regime semi-aberto, como estava fazendo no presídio Raimundo Nonato. “Lugar dele é no fechado. Nada de sair para passear ou desempenhar tarefas na área externa da unidade. Paralelo ao trabalho de investigação para a captura desse elemento, estamos apurando como ele conseguiu fugir, e ainda, se houve facilitação da guarda penitenciária”, disse.

Emerson Valente também repudiou veementemente a informação que consta em mensagem publicada nas redes sociais, onde um delegado da Deprov diz que “Lindem Johnson tem urgência em roubar para fazer capital e pagar os advogados”. Segundo o adjunto, isso é mentira. “Aqui, ninguém tem esse tipo de conduta. Antes de delegado, tenho formação em Direito e já advoguei. Inclusive, tenho enorme respeito a minha profissão e jamais permitiríamos uma coisa como essa”, rebateu Valente.

Nas investigações da Operação Revide, iniciadas em março de 2013, policiais concluíram que a quadrilha costumava utilizar veículos roubados e/ou furtados para “salvar” ou “clonar” outros com as mesmas características. De posse dos automóveis adulterados, alguns membros do bando praticavam outros crimes, como assaltos a residências e estabelecimentos comerciais, além de arrombamentos a veículos.

Nas época, além de Lindem Johnson, foram presos seus pais:  Linden johson Silva Ferreira, 39 anos e Necijane da Silva Marques Ferreira, 38 anos. Ambos já foram liberados.

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