Usinas de açúcar e álcool do RN enfrentam crise e mais uma deverá encerrar atividades

- Tende a se agravar ainda mais este ano a situação de crise a que estão relegadas as empresas agroindustriais…

- Tende a se agravar ainda mais este ano a situação de crise a que estão relegadas as empresas agroindustriais do Rio Grande do Norte que se dedicam à transformação da cana em açúcar e álcool combustível.

- Com isto, deverá ficar ainda mais prejudicada a nossa já frágil cadeia produtiva da agricultura canavieira, castigada nos últimos dois anos pelo fenômeno da seca (que se estendeu até à chamada Zona da Mata e reduziu drasticamente a produtividade dos canaviais do Estado) e pelo baixíssimo preço da tonelada de cana (abaixo de R$ 70,00) oferecido pelas usinas, sempre pago com atraso.

- Com o encerramento das atividades da Usina São Francisco, no Vale do Ceará-Mirim (que se encontra sucateada e submetida a intervenção judicial), os poucos produtores rurais da região que ainda preservam canaviais são obrigados a pagar frete caríssimo para enviar sua produção à Usina Estivas, entre os municípios de Arez e Goianinha, a cerca de 100 quilômetros de distância.

- Das duas usinas de álcool anidro situadas na região limítrofe do RN com a Paraíba, entre os municípios de Canguaretama e Baía Formosa, uma se encontra em fase de desativação, o que restringirá ainda mais o nosso mercado comprador da cana.

- Vale frisar que a crise que atinge o setor não é local. Ela se espalha por todas as regiões canavieiras do país, sendo decorrente da queda brutal do preço da commodity açúcar no mercado internacional, e da política praticada pelo Governo Federal de impor, nos últimos três anos, um quase congelamento do preço dos combustíveis no país, o que retira a rentabilidade das usinas produtoras de álcool.

Deputado propõe criação de Distrito Industrial na cidade de Ceará-Mirim

- Em pronunciamento feito ontem na Assembleia Legislativa, o deputado Ezequiel Ferreira defendeu a necessidade de implantação de um Distrito Industrial na cidade de Ceará-Mirim, um dos maiores municípios da região metropolitana de Natal e que ainda não conta com uma área em seu território para receber indústrias.

- O parlamentar apresentou requerimento no sentido de que a Presidência do Poder Legislativo encaminhe ofícios à governadora Rosalba Ciarlini e ao secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Sílvio Torquato, mostrando a necessidade da implantação desse equipamento no entorno da principal cidade da região do Vale e quinto maior município do Estado, em número de habitantes.

- “Sem uma área para receber indústrias, Ceará-Mirim tem perdido importantes investimentos nos últimos anos. De 2011 para cá, segundo informações oficiais, os programas de incentivo econômico do Governo do Estado já atraíram 17 indústrias e outras 13 manifestaram intenção de se instalar em diversos municípios do Estado, mas nenhuma delas fez opção pelo território ceará-mirinense”, justificou Ezequiel Ferreira.

Dieese aponta setor agropecuário como o que mais cresce na economia potiguar

- O Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), através de estudo realizado em parceria com o Sindicato dos Auditores Fiscais do Estado do Rio Grande do Norte (Sindifern), está demonstrando que o agronegócio é o setor da nossa economia que apresenta maior crescimento nos últimos treze anos, alcançando uma expansão da ordem de 217 por cento no seu volume de recolhimento de ICMS à Secretaria Estadual de Tributação entre os anos de 2000 e 2013.

- Esse número ganha especial destaque se for considerado o fato de que boa parte da produção agrícola e pecuária do RN goza de isenções fiscais ou significativas reduções tributárias. Ainda assim, o agronegócio responde hoje por mais de 20 por cento da arrecadação de ICMS do Estado.

- Segundo o responsável pela equipe técnica do Dieese no RN, Melquisedec Moreira, “o estudo analisou a arrecadação do ICMS do RN, que cresceu mais de 124 por cento, em termos reais nos últimos 13 anos, passando de R$ 1,7 bilhão em 2000 para mais de R$ 4 bilhões no último exercício. Quando detalhamos a arrecadação por setor de atividade, encontramos essa guinada no agronegócio que, de 14,64 por cento, passou a responder por 20,68 por cento da receita tributária própria do Estado, o que significa – em termos de valores recolhidos aos cofres públicos – um crescimento de 217 por cento”.

- Já o setor industrial atingiu no mesmo período um crescimento bem próximo: 204,5 por cento. Em situações menos dinâmicas ficaram o comércio (com expansão de 129,3 por cento) e o setor de serviços (53,2 por cento). Enquanto isso se verificou retração nos setores de energia elétrica e comunicações.

Exportações e importações do RN caem no 1º. trimestre

- Números divulgados esta semana pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte apontam que nos primeiros três meses de 2014 as exportações potiguares ficaram 6,6 por cento abaixo, em termos de valores, na comparação com os números apurados no mesmo período de 2013.

- Enquanto de janeiro a março de 2013 o RN havia exportado 68,1 milhões de dólares, no mesmo período deste ano exportou somente US$ 63,6 milhões.

- Já no que se refere às importações, a queda foi ainda maior. No primeiro trimestre de 2013 o Estado trouxe mercadorias do exterior no montante de 61 milhões de dólares, volume que agora ficou reduzido a US$ 44 milhões.

- O lado positivo disso é que, com esse baque nas importações, a balança comercial potiguar ficou positiva em US$ 19,6 milhões, quando os primeiros três meses do ano passado ela só tinha um saldo de US$ 7 milhões.

- Continuam na liderança dos nossos produtos mais exportados o melão (US$ 13,3 milhões no trimestre), sal marinho (US$ 5,9 milhões), tecidos de algodão (US$ 5,8 milhões) e castanha de caju (US$ 5,6 milhões).

Creci-RN no lançamento da Frente Parlamentar do Mercado Imobiliário

- O Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio Grande do Norte (Creci-RN) representará os profissionais do Estado durante o lançamento da Frente Parlamentar Mista do Mercado Imobiliário, que acontecerá terça-feira próxima no Senado Federal, em Brasília.

- Na ocasião, presidentes dos Conselhos Federais e Regionais, do Sistema Cofeci-Creci, também receberão parlamentares de diversos partidos e regiões do país para o lançamento da 2ª. Edição da Agenda Legislativa dos Corretores de Imóveis. O encontro também terá a participação de representantes e empresários do ramo.

- O objetivo do evento será reunir a categoria e autoridades para assegurar apoio a projetos que tragam benefícios para os profissionais da área do setor imobiliário brasileiro. No mesmo dia a Câmara Federal estará colocando em votação um projeto de lei que amplia o universo das empresas que poderão ser enquadradas no Simples Nacional, entre elas as corretoras de imóveis, que assim passarão a ter menor carga tributária.

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