#vaiqueesua

Hoje começa o Carnatal. Pela primeira vez em não sei quantos anos, vou dormir em paz, trafegar por ruas sem…

Trio chiclete

Hoje começa o Carnatal. Pela primeira vez em não sei quantos anos, vou dormir em paz, trafegar por ruas sem cheiro de excremento humano e o melhor: ser poupado de ouvir suingueiras, pagode baiano e É o Bicho, É o Bicho.

Morar no raio de ação da festa importada de Salvador tem algo parecido com o que sofrem habitantes de lugares, como o Caribe, o Sudeste Asiático e os Estados americanos atingidos por furacões.

Você passa o ano inteiro esperando por aquele período em que sua vida depende da força da natureza – em nosso caso, das pequenas Evas, dos vampiros de Durval e do chiclete mascado até o último dulçor. Com resultados imprevisíveis.

A cada edição, questiona-se o local mais apropriado para acomodar foliões que deixam parte do orçamento mensal dentro da piaçava nervosa.

Parece que em 2013 acertaram na escolha (ou na única solução imediata, após o anúncio à imprensa de que seria no prolongamento da Prudente de Morais).

O Parque Aristófanes Fernandes, às margens da BR-101, é grande e organizado o suficiente para tal evento, além de isolar o problema auditivo-sanitário da população que não aguentava mais passar quatro dias sem seus direitos básicos respeitados.

Se A Micareta do Brasil voltar para a nova e custosa Arena das Dunas, no ano que vem, que os Black Blocks, o PSTU, os grevistas profissionais ou o Femen gritem contra o absurdo.

 

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