Valor do material escolar preocupa os pais

Com aumento de 8,33% em relação ao ano anterior, a saída para os consumidores é a pesquisa de preço nas livrarias. Foto: José Aldenir
Conscientes de que o material didático tem um peso grande no aprendizado dos filhos, pais vão à luta neste mês de janeiro para garantir a compra dos materiais solicitados pelas escolas. Entre mochilas, cadernos, canetas, tintas, lapiseiras e livros das disciplinas, uma coisa em comum chama atenção: o preço. Neste ano, o material escolar está 8,33% mais caro em relação ao ano passado e a diferença de preços entre as lojas e livrarias chega a 614% em Natal, segundo pesquisa divulgada pelo Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon).
Segundo avaliação do corretor de imóveis Alexandre Vieira, a melhor forma de economizar é pesquisando o preço praticado pelos estabelecimentos. Nas primeiras horas desta terça-feira, Alexandre já estava percorrendo o comércio do Centro da cidade com a lista de materiais do filho em mãos.
“Não fui a muitas livrarias ainda, mas já deu para perceber que houve um grande aumento nos preços. No ano passado, o material completo do meu filho, de acordo com o exigido na lista de materiais pela escola, deu cerca de R$1,2 mil. Esse ano, o preço subiu para aproximadamente R$ 1,7 mil. Vou percorrer o máximo que puder para diminuir esse custo”, afirmou.
Diferente do corretor, a professora universitária Simone Pedrosa disse que não tem muita paciência para sair pesquisando. “Mas sei que é a melhor forma de economizar. Só que essa correria é muito estressante, por isso eu costumo parar em um local e comprar tudo lá. Mas realmente os preços estão mais caros”, afirmou Simone.
Já a chefe de cozinha Ana Cláudia Bezerra avaliou o preço dos materiais como “absurdo”. “Minha filha irá cursar o pré-vestibular e, de fato, os livros acabam sendo mais caros, mas esse ano houve um aumento absurdo. Chega a 300% em alguns tipos de materiais”, disse.
Para a jovem Adriana Magalhães, que também estava à procura dos materiais escolares, o que está sendo mais caro são os materiais de uso para atividades em sala de aula. “Por serem tabelados, os livros já vêm da editora com um preço pré-estabelecido, por isso de uma livraria para outra não há tanta diferença. Há uma porcentagem diferente, mas não achei tanta diferença. Já os outros materiais… encontrei preços que chegam a ser 100% mais caros de um local para outro”, disse Adriana.
Segundo o estudo do Procon, de uma lista de 27 itens, 16 subiram de preço e 11 sofreram redução. Os cadernos subiram, em média, 15% enquanto que os demais produtos subiram cerca de 4%. A pesquisa do Instituto ainda revela que há diferenças de preços entre produtos da mesma marca de modelo entre as lojas, chegando a 614%.
Ipem-RN fiscaliza material escolar
O Instituto de Pesos e Medidas do Rio Grande do Norte (Ipem-RN) deu início a uma fiscalização dos materiais escolares que estão sendo vendidos em Natal. A operação visa recolher o maior número de marcas possíveis e verificar se o material está de acordo com as instruções apresentadas. Durante a fiscalização, a equipe de metrologistas recolhe as amostras dos produtos em livrarias e comércios e levam para análise em laboratório.
“Nosso trabalho é verificar se os cadernos, colas, canetas, resmas de papel e outros produtos estão em conformidade com as informações discriminadas nas embalagens. Em relação aos cadernos, por exemplo, verificamos a quantidade de folhas. Contamos cada folha para saber se a quantidade bate com a informação da embalagem”, disse a metrologista Rosângela Ramalho.
O resultado final da fiscalização será divulgado no dia 31 de janeiro. Com os materiais irregulares, o Ipem identifica a origem e notifica a empresa que vendeu o material. O responsável tem o prazo de dez dias para fazer sua defesa. Além da fiscalização dos materiais escolares, o Instituto de Pesos e Medidas está fiscalizando os produtos utilizados com freqüência no verão, como o caso dos protetores solar.
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