“Vamos esperar definição dos nomes do para declarar apoio nas eleições”

As metas para 2014 são: eleger um deputado federal, no caso, Rogério Marinho e conseguir mais 3 vagas na ALRN

Valério Marinho afirma que cenário ainda está “nebuloso” com relação ao pleito. Foto: Divulgação
Valério Marinho afirma que cenário ainda está “nebuloso” com relação ao pleito. Foto: Divulgação

O PROS, o PV, o PR e o PDT já, praticamente, definiram seus rumos nas eleições de 2014: deverão ficar ao lado do candidato do PMDB para o Governo do Estado, seja ele quem for. O PSDB, outro partido que, acreditava-se, já estava fechado com o “chapão”, no entanto, segue cauteloso na antecipação dessa notícia. Em contato com O Jornal de Hoje, o presidente estadual da sigla, Valério Marinho, afirmou que os “tucanos” vão esperar a definição dos nomes para, então, declarar qual caminho vai seguir.

“A situação ainda está um pouco nebulosa com relação ao cenário político. Apenas o vice-governador (Robinson Faria) diz que é candidato ao Governo. A própria governadora não anunciou se será ou não candidata a reeleição. Então, nós vamos esperar um pouco mais para apontar a decisão do partido”, afirmou Valério Marinho.

Com relação à possibilidade de apoio ao PMDB, dada a proximidade entre o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Rogério Marinho, do PSDB, e o presidente peemedebista no RN, Henrique Eduardo Alves, Valério Marinho (pai de Rogério) esclareceu que os partidos irão conversar, mas depois dessas definições com relação aos nomes dos candidatos. “Vamos conversar com todos os partidos. Na realidade, apenas o PT que temos uma condição de afastamento em todas as esferas de governo. Mas aqui nós vamos conversar com todos”, antecipou Valério Marinho.

Segundo o presidente estadual do PSDB, as metas da sigla para 2014 são: eleger um deputado federal, no caso, Rogério Marinho, que já ocupou a cadeira como suplente de Betinho Rosado; e conseguir mais três vagas na Assembleia Legislativa. “É uma meta ousada, mas que vamos buscar nessa eleição”, afirmou Valério Marinho.

O nome dos candidatos a deputado estadual, no entanto, o presidente da sigla não antecipa. “São pessoas que ainda não definiram, por isso, prefiro não antecipar o nome. Quem eu posso dizer que deve ser candidato é o ex-deputado Dibson Nasser, que tem um impedimento com relação à Justiça Eleitoral em Brasília mas, resolvendo isso, será candidato”, afirmou Valério Marinho.

CHAPÃO

Mesmo com o cenário ainda “nebuloso”, confirme apontou Valério Marinho, alguns partidos já encaminharam suas decisões sobre as eleições de 2014. PROS, PV, PR e PDT, por exemplo, devem apoiar o nome do PMDB, seja lá quem for o candidato. O PROS, por exemplo, é presidido pelo vereador de Natal, Rafael Motta, e liderado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta, deve apoiar os peemedebistas como retribuição a Henrique Alves.

Sem partido depois que Betinho Rosado assumiu a presidência do PP, tirando o cargo do vereador, já em setembro, Rafael (que deve se candidatar a deputado federal) e Ricardo (que buscará a reeleição para a Casa Legislativa) ficariam impedidos de disputar o pleito de 2014 se não encontrassem uma nova sigla em menos de uma semana – o prazo para filiação era até 5 de outubro. Henrique impediu isso, articulando a ida deles para o PROS, nova sigla que se formava também no RN.

“A alternativa do PROS deverá mesmo ser a de votar no candidato apresentado pelo PMDB, até como forma de retribuição ao deputado Henrique Eduardo, presidente estadual da legenda, que tem sido correto com o nosso líder, Ricardo Motta”, afirmou Rafael em entrevista na semana passada.

O PDT é outra sigla que deverá seguir esse rumo. “Eu disse que o PDT deveria ou deverá apoiar. Se vai apoiar ou não, é uma decisão que ainda deverá acontecer”, afirmou o deputado estadual Agnelo Alves, uma das lideranças pedetistas, tentando despistar a antecipação da decisão, mas ressaltando, porém, que para ele, a decisão já está tomada.

“Defendo a tese que caberá ao PMDB… Não ao PMDB, mas sim ao candidato que o PMDB escolher e puder, com a autoridade de candidato, formatar um programa de governo que não seja longo, que seja acreditado pela população e com o apoio dos outros poderes”, justificou Agnelo. O motivo desse apoio antecipado seria, também, o trabalho de Henrique. Desta vez, viabilizando em Brasília recursos para obras e convênios federais para a Prefeitura de Natal, chefiada pelo pedetista Carlos Eduardo Alves – filho de Agnelo e primo de Henrique.

O Partido Verde é outro que recentemente anunciou a preferência pelo PMDB. O motivo seria também retribuição, neste caso, ao ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho, que foi eleito senador e, ao assumir o Ministério, deixou o cargo para o suplente, Paulo Davim. “Os integrantes do Partido Verde continuam conversando com todo mundo. O PV faz parte de uma aliança há quatro anos e foi essa aliança que possibilitou a eleição de um deputado federal (Paulo Wagner). A aliança política com o PMDB possibilitou o único senador do PV no Congresso Nacional.

Portanto, a manutenção da aliança com o PMDB será positiva para o partido”, afirmou Paulo Davim. (CM)

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