Varela reinaugura ala através de campanha feita por mãe de ex-paciente

Projeto Pirlimpimpim arrecadou R$ 96 mil para humanização do tratamento do câncer

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Marcelo Lima

Repórter

O Centro de Onco-hematologia Infantil (COHI) do Hospital Varela Santiago foi reinaugurado hoje. Com a humanização do ambiente, tudo ficou com cara das crianças. A reforma teve o investimento de R$ 122 mil. “O hospital cresceu em qualidade. Além da humanização, ele ficou mais seguro em termos de infecção. Todo esse novo lay-out veio tanto para melhorar para o paciente quanto para os profissionais”, disse Paulo Xavier, diretor superintendente.

Logo quando se sobe as escadas do centro, percebe-se que o piso é um mapa de uma cidade, onde cada quarteirão é o cômodo de uma casa. As paredes também foram pintadas com motivos infantis. As enfermarias agora são chamadas de “espaços”. Em vez de números, cada uma delas ganhou um sobrenome mais aprazível, como “espaço amor”. Também tem os espaços acolher, vida, alegria, carinho e felicidade.

Cada um desses espaços possui uma televisão ligada a um canal infantil para entreter as crianças. Também há a sala “classe hospitalar”, onde ficam livros, revistinhas, jogos educativos e lápis de colorir para que os jovens pacientes não deixem de ter sua mente estimulada.

A implantação dessas medidas de humanização foi possível por meio do projeto Pirlimpimpim, campanha de arrecadação de fundos capitaneada pela arquiteta Nailka Saldanha. Ela é uma das mães que teve seu filho atendido pelo hospital depois de ter sido diagnosticado com câncer há dois anos.

“Com 11 anos de idade, descobrimos um linfoma no pescoço do meu filho. Fui até São Paulo, mas decidi fazer o tratamento aqui. Conheci as necessidades e a luta deles e resolvi fazer isso para aliviar um pouco a dor das crianças e das mães”, declarou. A campanha de doações começou em setembro do ano passado e se encerrou em março. Só nesse período, o projeto de Nailka conseguiu arrecadar 79% dos R$ 122 mil necessários.

O valor arrecadado superou a expectativa da idealizadora. “Nós queríamos só R$ 80 mil, mas conseguimos R$ 96 mil”, disse. Só em uma escola privada da cidade, foi possível contar R$ 28 mil vindo dos pais. “Os alunos levavam para casa um envelope na agenda escolar contando a história e contribuíam”, explicou Nailka Saldanha.

Além desse tipo de doação, a arquiteta disse que a campanha ocorreu majoritariamente por meio de mídias sociais. O hospital contribuiu com o resto do valor advindo de receita própria. O Centro volta a operar amanhã com a mesma capacidade anterior: 16 leitos. Em 2013, foram realizados 511 procedimentos e 50 internações no centro. As obras também ocorreram em tempo recorde: dois meses. “Se fosse no serviço público seria seis meses e custaria R$ 1,5 milhão”, disse o superintendente do Hospital Varela Santiago. “Isso aqui é um exemplo”, completou Xavier.

Camisas

Outra campanha do hospital infantil para comprar um tomógrafo está em andamento. Até agora, segundo Paulo Xavier, 27,5 mil camisas foram vendidas. A ideia da Campanha “Amor pelas Crianças, o legado da Copa” é arrecadar dinheiro para comprar um tomógrafo. “Dessa forma nós poderemos realizar o diagnóstico precoce aqui. A capacidade mensal de procedimento é de 1.200. Vamos fazer 100 aqui e abrir para a população, adulta inclusive”, declarou o diretor superintendente.

A venda das camisas, ao preço de R$ 25,00 começou em março em uma loja no primeiro piso do Midway Mall e no próprio hospital no centro da cidade. “Nós queremos vender 50 mil camisas até o fim da Copa, se Deus quiser vamos conseguir”, acrescentou.

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