Variedade de aparelhos ajuda Windows Phone a passar iPhone no Brasil

Sistema da Microsoft está atrás apenas do Android no País

Com os dois novos lançamentos, o Windows Phone chega a 10 aparelhos no mercado brasileiro. Foto:Divulgação
Com os dois novos lançamentos, o Windows Phone chega a 10 aparelhos no mercado brasileiro. Foto:Divulgação

O Windows Phone chegou ao final do ano como a segunda plataforma mais vendida do Brasil, atrás apenas do Android, do Google e à frente do iOS, da Apple. A informação é do IDC, que ao lado da Microsoft, divulgou dados sobre o Brasil da pesquisa Mobile Phone Tracker referente ao quarto trimestre de 2013.

Celso Winik, gerente de mobilidade da Microsoft Brasil, ressalta que a mudança no ranking ocorreu justamente quando a Apple lançava seus novos modelos, o iPhone 5S e o 5C.

“O fato de termos passado a Apple é um fator interessante, pois mostra que estamos mais adequados ao mercado brasileiro do que eles. Eles estão bem no topo da pirâmide, dos aparelhos ultracaros, mas o Brasil não é só isso. Os resultados dessa pesquisa mostram a compreensão que a Microsoft e a Nokia têm do mercado brasileiro, que é mais produtiva”, disse Winik durante o lançamento dos Nokia Lumia 1520 e 1320 nesta semana em São Paulo.

Os investimentos pesados em marketing feitos pela Microsoft no Brasil, o forte trabalho junto ao varejo e um portfólio amplo de produtos (até 2013 eram oito aparelhos, hoje são dez) foram alguns dos ingredientes do sucesso do Windows Phone no País no último ano, de acordo com Winik.

A entrada de aplicativos populares na loja do sistema da Microsoft também impulsionou a adoção do Windows Phone. “Foi uma equação completa”, conclui. Segundo o gerente de mobilidade, a procura pelo 1020, primeiro aparelho com a tecnologia Pureview na câmera fotográfica de 20 megapixels, também impulsionou as vendas.

Bruno Freitas, analista do IDC, ressalta que 2013 foi uma explosão de vendas, o ano da virada, da popularização dos smartphones. Com a transição do usuário para os smartphones, as vendas desse tipo de aparelho devem chegar a 70% em 2013 (os números internos ainda estão sendo fechados), o que é muito para um mercado de tecnologia, segundo Freitas.

“Dados da Anatel mostram que existem 270 milhões de linhas ativas, mas tem o efeito do dual sim, do tri sim, então não são 270 milhões de aparelhos, e por isso existe aí um potencial de crescimento. O mercado continua bem agitado neste ano”, diz Freitas. Além disso, ele ressalta que o Brasil se tornou o quarto maior mercado de smartphones e que o foco das empresas no País muda em razão disso.

Para Winik, da Microsoft, a força da marca Nokia no Brasil é outro fator importante para o sucesso do Windows Phone. “A experiência de usuário do Windows Phone é muito agradável, o hardware é de excelente qualidade. A Nokia pode ter passado por qualquer situação, mas é uma empresa com reputação excepcional, a força da marca é muito grande. Além disso, tem a história da Microsoft, a integração com uma variedade de serviços em nuvem. A Microsoft é grande, tem uma tradição em sistema operacional para PC”, enumera.

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Bruno Freitas, do IDC, afirma que o Brasil seguiu a tendência dos seus colegas de América Latina. Em 2013, o Windows Phone se tornou o segundo sistema operacional em diversos países. “A plataforma teve um crescimento em diferentes produtos e faixas de preço e, no volume, isso obviamente resulta em um aumento de vendas. Algumas partes do mercado estavam reticentes sobre essa expansão [do Windows Phone]. A IDC, internacionalmente, não tanto, pois se trata de uma plataforma multimarca e conta que com a presença da Nokia, uma marca muito conhecida quando você pergunta aos usuários no Brasil”.

A escolha de um smartphone hoje é mais complexa do que era em tempos passados. Se antes o design e o tamanho eram importantes, atualmente outros fatores, incluindo o sistema operacional, ganharam peso, de acordo com o analista da IDC.

“Continua a briga de fabricantes, o apelo por design, por especificações, mas o sistema surgiu como uma alternativa, tanto que se fala muito em convergência de tecnologia. E todas as plataformas têm como mostrar sua convergência, algumas com consoles, outras com músicas. A plataforma é sim um ponto de decisão importante, mas não é só isso, é uma combinação entre produto, plataforma, apps mais baixados. Com os principais aplicativos presentes em todas as plataformas, elas se aproximam de oportunidade de oferta”, conclui.

Foto:IG

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