Veículos – saiba se está na hora de comprar

Durante o ano passado, em razão da política de desoneração tributária adotada pelo governo Dilma Rousseff para estimular o consumo…

Durante o ano passado, em razão da política de desoneração tributária adotada pelo governo Dilma Rousseff para estimular o consumo de bens duráveis, o setor automobilístico alcançou volumes extraordinários de vendas, fato que ficou evidenciado pelo aumento do congestionamento do trânsito nas grandes cidades do país.

Com preço menor e facilidades na obtenção de crédito, milhões de brasileiros – que antes só podiam recorrer ao mercado de usados – tiveram finalmente acesso ao carro zero, para gáudio das montadoras que passaram a ampliar seus investimentos e lançar novos modelos.

Este ano, com o fim da isenção ou da redução das alíquotas do IPI para o setor, o preço dos automóveis subiu e as vendas estão em queda livre. Em vista dessa situação delicada, a coluna abre espaço para a publicação do artigo abaixo, no qual o educador financeiro paulista Reinaldo Domingos orienta como deve se comportar o mercado consumidor de carros novos nesse momento.

 

Reinaldo Domingos

Educador financeiro, presidente da DSOP

Educação Financeira e autor dos livros

“Terapia Financeira”, “Sabedoria Financeira” e “Papo Empreendedor”

Os últimos meses estão sendo marcados pela queda de vendas de veículos novos no Brasil. Os números apontam uma retração de 7,1 por cento em março, na comparação com fevereiro, e 13,3 por cento entre os meses de março de 2014 e de 2013, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Essa queda é gerada por vários motivos, principalmente pelo alto endividamento da população nos últimos anos e o panorama econômico, que demonstra a necessidade de cautela. Além disso, também ocorreu a volta da cobrança do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que refletiu no aumento no preço dos veículos.

Porém, para quem não aproveitou esse momento e ainda planeja essa compra, com certeza aparecerão muitas promoções, pois os pátios das fábricas estão abarrotados. Pelo menos 11 montadoras já anunciaram medidas para diminuir a produção no país, como férias coletivas, na tentativa de reequilibrar a oferta com o apetite do consumidor.

Contudo, além dessa questão, o grande problema que observo é que a maioria dos consumidores só pensa nos valores da compra do veículo e das prestações que pagará mensalmente, esquecendo que isso ocasionará diversos outros custos, como despesas de manutenção, combustível, manutenção, IPVA, seguros, licenciamento, lavagens e, até mesmo, possíveis multas. Em média, o custo mensal equivale, em média, a 3 por cento do valor do carro. Assim, a manutenção de um veículo de 20 mil reais, por exemplo, terá um custo de aproximadamente 600 reais mensais.

Para saber o momento certo de adquirir um veículo é preciso descobrir em que situação financeira o consumidor se encontra. Para tanto, separo em três grupos a situação das finanças pessoais: os endividados; os equilibrados financeiramente; e os poupadores. E cada um desses grupos deve tratar a compra de formas diferentes.

Os endividados não devem nem pensar em comprar um veículo nesse momento. A prioridade deve ser sair das dívidas e um custo a mais em seu orçamento é praticamente assinar o certificado de falência financeira. A prioridade deve ser resolver os problemas com finanças pessoais, reduzindo gastos desnecessários. E, caso tenha o sonho de comprar um veículo, este deve ser planejado em um prazo longo de tempo, quando, além do fim das dívidas, essa pessoa já tenha feito uma poupança que dará a garantia de que pode comprar com reservas para os gastos extras que terá.

Os equilibrados financeiramente também preocupam, pois, por não possuírem dívidas, pensam que essa é hora de “investir” em um novo veículo ou em trocar o que já possui, agindo por impulso. Mas, não percebem que não possuem dinheiro em caixa para comprar à vista e que, para um financiamento longo, é necessário planejamento. Sem isto, a compra pode ser um grande passo para sair do equilíbrio financeiro e se tornar um endividado. Sem contar que se esquece do valor de manutenção que este veículo acrescentará em seu orçamento financeiro.

O consumidor equilibrado deve refletir sobre se realmente quer esse bem de consumo, e caso a resposta seja positiva, iniciar imediatamente uma poupança, que terá como objetivo a troca, nunca se esquecendo dos gastos extras.

Para os poupadores, o momento é de análise, tendo que refletir se é realmente necessário um novo veículo. Se for e tiver dinheiro para compra a vista, essa é uma boa hora. Se faltar alguma quantia que terá que financiar, pode até fazer, mas, cuidado para que a parcela caiba no orçamento mensal e que também sobre dinheiro para os gastos de manutenção.

Caso a pessoa já possua um veículo e queira outro, terá que refletir quais as vantagens de um novo carro e se os gastos de dois veículos não são arriscados. Sempre reforço que um veículo não é investimento, em função de sua rápida desvalorização. O consumo de bens deve sempre estar associado às reais necessidades e não aos impulsos consumistas do momento.

Banco do Nordeste tem R$ 2,5 milhões em 2014 para patrocinar projetos

– O Banco do Nordeste acaba de lançar seu edital para seleção pública dos projetos que poderá patrocinar este ano.

– O volume de recursos disponíveis para isto é de R$ 2,5 milhões, o qual será distribuído de acordo com critérios estabelecidos no próprio edital, que pode ser acessado na página da instituição na Internet (www.bnb.gov.br/patrocinio).

– As inscrições podem ser feitas a partir de hoje e serão encerradas às 23:59 horas do dia 16 de maio, exclusivamente pela Internet, com a divulgação do resultado final sendo divulgado em 18 de julho.

– Os interessados devem acessar o formulário específico para inscrição no Programa de Patrocínios e inserir as informações solicitadas. Ao finalizar o cadastramento dos dados e concluir o envio para o Banco do Nordeste, o proponente receberá um protocolo de inscrição.

– Os projetos deverão ser desenvolvidos na área de atuação do Banco do Nordeste, que abrange os nove Estados nordestinos e as regiões Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

– Será dada prioridade a projetos com relevância, qualidade, pertinência e equilíbrio das contrapartidas, bem como àqueles que tenham potencialidade de geração de negócios e prospecção de novos clientes para o Banco do Nordeste.

FGR e CEF fazem parceria para vendas do “Jardins Amsterdã”

– A incorporadora FGR Urbanismo, responsável pela implantação e comercialização do megacondomínio horizontal “Jardins Amsterdã” (situado na zona Sul da região metropolitana de Natal), celebrou contrato de parceria com a Caixa Econômica Federal através do qual estão sendo criados benefícios tanto para quem já adquiriu quanto para quem está planejando adquirir lotes residenciais no empreendimento.

– Graças à parceria firmada, as vendas agora podem ser financiadas em até 120 meses.

– Os lotes ainda disponíveis têm áreas que variam de 405 a 1.896 metros quadrados. E o condomínio é dotado de requintes estruturais raramente encontrados em nosso meio, tais como energia subterrânea, ruas sem cruzamento, piscina coberta e aquecida com raia de 25 metros, três quadras de tênis, dois campos de futebol, pista de Cooper com 3 quilômetros, três estações de ginástica, quatro parques infantis, etc.

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