Veleiro Simon Bolívar chegará nesta 4ª feira ao Porto de Natal

O veleiro é um dos símbolos da era Chaves, cujo ideário e o próprio nome do país foi alterado há alguns anos

O navio-escola Simon Bolívar, da Marinha da Venezuela, tem capacidade para 186 passageiros, 82,4m de comprimento e 23 velas. Foto: Divulgação
O navio-escola Simon Bolívar, da Marinha da Venezuela, tem capacidade para 186 passageiros, 82,4m de comprimento e 23 velas. Foto: Divulgação

Com capacidade para 186 passageiros, 82,40 metros de comprimento e 23 velas, o navio-escola Simon Bolívar, da Marinha da Venezuela, atraca nesta quarta-feira no Porto de Natal e parte só na próxima segunda-feira (27). Construído em 1979 era a menina dos olhos do presidente Hugo Chaves.

Em 2010, o veleiro participou de um certame de grande veleiros, no Rio de Janeiro, disputando com  “Cisne Branco” (Brasil), “Libertad” (Argentina), “Esmeralda” (Chile), “Gloria” (Colômbia), “Guayas” (Equador), “Elcano” (Espanha), “Cuauhtemoc” (México) e “Capitan Miranda” (Uruguai).

O veleiro é um dos símbolos da era Chaves, cujo ideário e o próprio nome do país foi alterado há alguns anos para República Bolivariana da Venezuela. Nenhuma grande novidade já que o nome de Bolívar foi apropriado por inúmeras lideranças e movimentos políticos na América Latina 200 anos depois de sua morte.

Simon Bolívar é um personagem histórico complexo da história da América Latina, já que seu legado está lastreado tanto em dados da realidade como no imaginário popular quanto na Venezuela como em países como a Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Bolívar é um mito nesses países.

O veleiro-escola que leva seu nome e atracará em Natal nas próximas horas foi reformado recentemente e é uma alegria para os olhos com suas velas frondosas – contraponto aos cargueiros que atracam no porto de Natal.

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