Venda de armas brancas por ambulante em semáforo de Petrópolis intimida motoristas

Com naturalidade e em plena luz do dia, homem oferecia facas aos motoristas que passavam pelo local e afirmou já ter vendido arma branca até para um policial. Foto: Heracles Dantas
Os motoristas que transitaram, na manhã de hoje, pela avenida Prudente de Morais, na altura da Maternidade Januário Cicco, no bairro de Petrópolis, foram surpreendidos com os objetos vendidos por um ‘ambulante’. O jovem estava vendendo facas no semáforo, abordando os motoristas e oferecendo a arma branca pelo valor de R$ 35. A ousadia do rapaz intimidava os motoristas e o modo natural com que ele oferecia o item fazia com que a cena parecesse inacreditável em plena luz do dia.
O vendedor afirmou que sempre costuma vender as facas na região, e também em Igapó, na zona Norte de Natal e para ele, a venda é comum, como a de um produto qualquer, não vendo risco nenhum em portar tantas armas brancas. O ambulante disse também ter vendido um punhal para um policial que passava pelo local, e afirmou ter pressa em vender os objetos, para conseguir dinheiro para se alimentar, inclusive oferecendo desconto no valor do produto.
A atitude inusitada da venda das facas logo foi assunto postado nas redes sociais de quem passava pelo local e era abordado pelo rapaz, demonstrando o medo e a insegurança da população com a falta de fiscalização por parte da Prefeitura e dos órgãos de segurança pública.
O motorista Alexandro Rufino foi um dos abordados pelo ambulante na manhã desta segunda-feira. Para ele, apesar das facas estarem cobertas por uma ‘capa’, a abordagem é intimidadora. “Não é comum ser abordado por uma pessoa, na maior naturalidade, vendendo facas em um semáforo. Principalmente, naquela região que costuma ser bastante insegura e que o tempo de espera é grande , já que o semáforo é de quatro tempos. Querendo ou não é uma arma que está sendo oferecida para qualquer um comprar e isso intimida”, afirma Alexandro.

Apesar de não ser proibida, comercialização assusta quem convive diariamente com casos de violência. Foto: Heracles Dantas
A fiscalização e o cadastro dos vendedores ambulantes são de responsabilidade da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) e de acordo com o titular Raniere Barbosa, a Secretaria irá verificar a irregularidade das atividades do ambulante. “Vamos enviar uma equipe até o local para ver o que está sendo vendido pelo rapaz e a regularidade da atividade. Realmente vender facas e punhais nas ruas é algo que assusta a população e vamos tomar as medidas necessárias para evitar transtornos. Estamos realizando a fiscalização de vendedores ambulantes, mas a demanda é muito alta para o número de fiscais e estamos realizando regularizando os vendedores na medida do possível”, disse Raniere.
De acordo com o subsecretário de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social do Rio Grande do Norte, Airton Ferraz, arma branca não é proibida, mas a segurança pública deve ser acionada em caso de ameaças. “Facas são vendidas em qualquer lugar e sua comercialização não é proibida, assim como as demais armas brancas. No entanto, a partir do momento em que o motorista se sentir ameaçado por alguma atitude do vendedor que porta esse item, a segurança pública entra em ação. Mas a repressão à venda pelo ambulante é de responsabilidade da Prefeitura”, afirmou Airton Ferraz.
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