Vendas de produtos da Copa decepcionam, mas comerciantes estão otimistas

Para vendedores do comércio popular, vendas devem subir somente em junho

Movimento só deve aumentar em junho, esperam comerciantes. Foto: Divulgação
Movimento só deve aumentar em junho, esperam comerciantes. Foto: Divulgação

Com exceção da “febre” do álbum de figurinhas da Copa do Mundo, as vendas de artigos relacionados ao torneio têm andado em marcha lenta no Brasil a pouco mais de 30 dias da partida de abertura. Apesar disso, comerciantes ainda se dizem otimistas quanto à chance de aumentarem as vendas e os ganhos em breve.

Ênio Bittencourt, presidente da Saara (Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega), principal zona de comércio popular do Rio de Janeiro, prevê um aumento de 15% no volume de vendas dos artigos em relação à Copa de 2010.

“A expectativa está crescendo dia a dia, mas por enquanto as vendas estão um pouco lentas, tanto no atacado como no varejo. No último Mundial se vendeu muito, e neste ano a previsão é um aumento de 15%”, afirmou Bittencourt ao se referir especificamente ao comércio de produtos sem aval da Fifa.

Os comerciantes esperam que o movimento de clientes aumente no começo de junho, a uma semana da partida de abertura, entre Brasil e Croácia, no dia 12 de junho, em São Paulo.

As ruas da Saara já estão enfeitadas com as cores do Brasil, mas na última sexta-feira (9), por exemplo, muitos lojistas estavam de braços cruzados vendo os pedestres passarem direto, sequer olhando as vitrines.

Um palhaço, de bigode verde e vestido com roupas cheias de bandeiras do Brasil, tentava sem sucesso convencer a freguesia a entrar na loja de fantasias em que trabalha.

O verde e o amarelo da bandeira estão presentes nos mais diversos itens: camisas, gorros, buzinas, cornetas e perucas.

Rodrigo Teista, gerente de uma das centenas de lojas da Saara, disse que a expectativa de vendas “é a melhor possível”, tanto pela demanda dos cariocas como dos turistas.

“Agora está começando o aquecimento. Esperamos que o ‘boom’ ocorra no próximo mês, quando haverá um fluxo muito maior de compradores”.

Um casal de turistas venezuelanos passou pela loja e comprou produtos confeccionados pela própria loja, que não usa nenhuma marca oficial da Fifa ou da CBF para evitar processos.

Sonia Briceño gastou R$ 70 em seis camisas, um boné e outras lembranças, que pretende distribuir para toda a família, que vai acompanhar o Mundial de casa, na cidade de Maracaibo.

“Viemos de férias ao Brasil. Tenho 43 anos e sempre fui torcedor do Brasil nas Copas”, afirmou Pedro Oberto, marido de Sonia, ressaltando que a seleção de seu país nunca se classificou, e por isso adotou a “Canarinho”.

Alguns brasileiros que pareciam já estar no clima da Copa anteciparam as compras e mostravam com orgulho os produtos que vão usar para torcer pela seleção.

Enquanto experimentava uma bijuteria verde e amarela, a aposentada Elaine Machado contou que já comprou vários produtos com referência ao torneio.

“Acho que todo mundo tem que se enfeitar. A Copa chegou, tem que curtir”, comentou ela, que não fez as contas de quanto já gastou com os artigos.

Fonte: R7

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