Vendas do varejo no RN em novembro cresceram pouco acima do esperado

Fecomércio estimava aumento de 8% para o penúltimo mês do ano, mas números do IBGE mostraram incremento de 10%

Segundo o IBGE, os segmentos que registraram as maiores altas de vendas em novembro foram Eletrodomésticos (12,5%). Foto: Divulgação
Segundo o IBGE, os segmentos que registraram as maiores altas de vendas em novembro foram Eletrodomésticos (12,5%). Foto: Divulgação

O clima de final de ano, a injeção dos recursos públicos em obras e a expectativa do pagamento do 13º salário animaram os potiguares e as vendas do Comércio Varejista Ampliado cresceram 10% em novembro de 2013, na comparação com o mesmo mês de 2012 no Rio Grande do Norte. Os números foram divulgados nesta quinta-feira, 16.01, pelo IBGE e ficaram um pouco acima dos 8% que a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do estado havia projetado. No chamado “Varejo Restrito” – que não considera os setores de Materiais de Construção e de Automóveis e Peças para veículos-, o incremento foi um pouco menor no estado: 8,1%. Nos dois estratos, o desempenho potiguar ficou acima das médias nacionais (o país emplacou 7% de alta no Varejo Ampliado e 5,7% no restrito em novembro). No acumulado de janeiro a novembro, o incremento das vendas já é de 9,2%, acima dos 7,6% emplacados em todo o ano de 2012.

“Não temos dúvidas de que tivemos, em 2013, um segundo semestre melhor para o comércio potiguar do que em 2012, apesar de alguns contratempos como a crise que o nosso setor turístico viveu e da qual só agora começa a se recuperar. E isso se deveu, principalmente, à retomada dos investimentos em obras públicas. Somente a Prefeitura de Natal injetou centenas de milhões de reais em obras e este dinheiro, novo, movimenta a economia. Além disso, medidas federais, como as desonerações fiscais e os projetos de incentivo à aquisição de produtos, como o Minha Casa Melhor, sempre refletem nos indicadores de vendas”, afirma o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Fernandes de Queiroz.

Analisando os números, o quadro pintado pelo presidente fica claro. Embora o incremento nominal do período de julho a novembro em 2013 tenha ficado abaixo do mesmo período de 2012 (8,9% contra 10,3%), há que se levar em consideração a base de comparação. “Os percentuais de aumento de vendas que registramos no segundo semestre de 2012 se deram sobre números baixos, que havíamos registrado em 2011. Já no ano passado, os percentuais foram muito bons sobretudo considerando a base alta de comparação (ver quadro)”, diz Marcelo Queiroz.

Para dezembro (cujos números oficiais só devem ser divulgados em fevereiro), o Queiroz projeta um incremento na casa dos 8% a 8,5%. Caso isto ocorra, o fechamento de 2013 se dará com uma alta nas vendas bem próxima dos 10%, o que seria um desempenho muito acima do PIB nacional e também dos 7,6% de alta registrados em 2012.

Segundo o IBGE, os segmentos que registraram as maiores altas de vendas em novembro foram Eletrodomésticos (12,5%), Artigos Farmacêuticos e de Perfumaria (12,1%) e Materiais de Escritório, Informática e Comunicação (10,4%). O setor de Veículos emplacou alta de 3,3% no mês. Já o de Materiais de Construção viu suas vendas crescerem 5,1%.

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