Vereador de Jandaíra é recebido por apoiadores no retorno à Câmara e pede “paz”
Com a Polícia Militar presente, o vereador Reginaldo Dantas, do PMDB, conseguiu voltar a Jandaíra, cidade localizada a 116 quilômetros de Natal, para participar de uma sessão da Câmara Municipal. O parlamentar estava com receio de voltar ao município depois que a prefeitura local o responsabilizou, equivocadamente, pelas demissões de quase 50 funcionários públicos. Segundo Reginaldo, apesar de certo receio no começo, o apoio dos peemedebistas e dos eleitores conquistados na cidade foram fundamentais para que ele se sentisse novamente confortável.
“Fiquei muito feliz pela recepção que tive em Jandaíra. Tive certo receio sim no começo, por isso a necessidade da Polícia Militar. Alguns manifestantes ainda tiveram presentes na Câmara, ainda acreditando que eu fui o culpado pelas demissões, mas com o apoio de muitos populares, pude falar e ser aplaudido por muitos”, afirmou Reginaldo Dantas na noite desta segunda-feira, pouco depois da sessão na Câmara.
A confusão entre Reginaldo e a Prefeitura de Jandaíra piorou na sexta-feira, quando o prefeito local, Beto Roque, do PR, demitiu cerca de 50 funcionários públicos e usou a rádio local para propagar a notícia de que as demissões foram consequência de uma denúncia feita por Reginaldo ao Ministério Público local. Com isso, segundo a assessoria de imprensa da própria Prefeitura, o povo se reuniu para uma mobilização contra Reginaldo, promovendo até a queima de pneus na estrada que liga a cidade a outros municípios.
Em Natal, Reginaldo só soube da situação quando ela já havia estourado e, sem se defender, precisou do apoio da Polícia Militar para conseguir retornar ao município com segurança. Antes, porém, recebeu o apoio de outros políticos solidários a sua situação, como a Federação das Câmaras Municipais do RN (Fecam) e do Sebrae/RN da região de Mato Grande.
Segundo Reginaldo, não houve qualquer denúncia ao MP (isso foi confirmado pelo próprio órgão) e, mesmo que houvesse, a culpa pelas demissões foi do próprio prefeito, que contratou gente demais e não teve condição de pagar os funcionários. “No início do ano eles aprovaram uma lei que o prefeito poderia contratar quantas pessoas quisesse. Fui contra justamente por prever que isso poderia prejudicar as contas públicas. Mas o projeto foi aprovado, o prefeito contratou acima do que as contas do município permitiam e agora teve que demitir muitas pessoas”, afirmou Reginaldo.
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