Vereadora diz que Reforma é “nociva” para servidores da Prefeitura de Natal

Amanda Gurgel (PSTU) é contestada pelo vereador Aroldo Alves (PSDB), que considera a reforma "positiva", principalmente, porque reduz gastos

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Joaquim Pinheiro

Repórter de Política

A vereadora Amanda Gurgel, do PSTU, não acredita na aprovação da Reforma Administrativa encaminhada pelo prefeito de Natal, Carlos Eduardo para apreciação e votação dos parlamentares municipais por entender que o projeto como foi instituído retira direito dos trabalhadores e privilegia segmentos empresariais, a exemplo da contratação de terceirizados, segundo ela, “através de influência política”. A vereadora entende que a propalada economia de recursos acontece com sacrifício do conjunto dos servidores públicos municipais, principalmente para aqueles que estão na iminência de se aposentar. “É uma reforma nociva para a população quando retira direitos dos servidores, mantendo contratações de terceirizados. Esse é o maior risco dessa reforma”, disse Amanda Gurgel, reafirmando: “essa reforma é nociva e deveria ser retirada de pauta”.

Pelos cálculos da vereadora Amanda Gurgel, “a Reforma Administrativa da Prefeitura de Natal representará um impacto de 1 milhão e 900 mil reais/mês na folha de pagamento e retira direitos dos servidores para entregar a cargos comissionados”, disse a vereadora, considerando que “essa é uma lógica invertida”. Amanda Gurgel entende que pelas conversações e entendimentos entre vereadores, principalmente os considerados participantes do G10 (10 vereadores que votam em bloco) e outros, que mesmo pertencendo à bancada governista, pelo que diz a vereadora, poderão votar contra, e o resultado da votação da reforma dentro do seu raciocínio, poderá não ser favorável ao prefeito, já que a matéria em alguns itens, exige quórum qualificado. “Posso afirmar que não será fácil a aprovação da matéria”, prevê a vereadora.

REFORMA POSITIVA

Pensamento diferente de Amanda Gurgel tem o vereador Aroldo Alves, do PSDB. Ele acredita que a Reforma Administrativa “é positiva” e boa para os servidores, principalmente os que exercem cargos comissionados que terão aumento salarial. Segundo o vereador tucano, a expectativa é de que o projeto será aprovado sem problema, de acordo com Aroldo Alves, por se tratar de matéria de interesse da população, principalmente quando reduz gastos públicos que poderão ser usados para melhoria de serviços oferecidos pelo Poder Executivo. O vereador esclarece que na votação que exige quórum qualificado, esse condicionante só será necessário em dois itens que precisam alterar a Lei Orgânica do Município. “Não tenho dúvidas que a reforma será aprovada, possivelmente ainda este mês”, concluiu o vereador do PSDB.

Amanda ainda não decidiu se será candidata a deputada federal este ano

“Ainda não decidimos se serei candidata nas eleições deste ano”, disse a vereadora Amanda Gurgel, cujo nome está sendo citado como provável candidata à deputada federal ou estadual. Amanda Gurgel exerce o seu primeiro mandato de vereadora em Natal, tendo sido eleita em 2012 com mais de 30 mil votos, constituindo-se, pois na candidata mais votada entre os que concorreram a uma vaga no legislativo municipal. O segundo mais votado no pleito foi o vereador Rafael Motta com quase 10 mil votos. A vereadora informa que no momento está sendo articulada a formação de uma Frente de Esquerda, que segundo ela, deverá ser formada por PSTU, Psol e PCB, objetivando a disputa pelo Governo do Estado. Ela diz também, que o seu partido apresentará como alternativa o nome de Dário Barbosa ou Simone Dutra para o Governo.

Instada a falar sobre o processo sucessório estadual a vereadora afirmou não existir debate programático, mas uma sucessão de nomes na busca do Poder. Ela falou também, sobre sucessão presidencial, informando que o PSTU apresentará o nome de militante José Maria, de São Paulo, para concorrer à presidência da República. Questionada sobre uma possível reeleição de Dilma Rousseff, Amanda foi cautelosa, limitando-se a dizer apenas que o PT igualou-se ao PSDB, adotando a mesma política econômica da era tucana. (JP)

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