Vereadores cobram investigação sobre “cargos fantasmas”

Vereador Marcos Antonio afirma que os cargos considerados "fantasmas" estão ausentes da Casa Legislativa sem que ninguém saiba o paradeiro

Marco: “Tem pelo menos oito fantasmas que continuam recebendo até 6 mil”. Foto: Divulgação
Marco: “Tem pelo menos oito fantasmas que continuam recebendo até 6 mil”. Foto: Divulgação

Os vereadores Marcos Antonio, do Psol, e Eleika Bezerra, do PSDC, estão entrando com uma representação na Procuradoria Geral de Justiça, através da Promotoria do Patrimônio, solicitando investigação sobre quase 2 centenas de cargos comissionados considerados “fantasmas”, lotados na Câmara Municipal de Natal, sendo, segundo o vereador do Psol, a maioria indicada pela atual Mesa Diretora da Casa. “Esses cargos comissionados fantasmas são de assessoramento técnico às Comissões Técnicas e a própria Mesa Diretora, portanto, diferente dos cargos de assessoria parlamentar direta que deveriam desempenhar suas funções comparecendo as reuniões das respectivas comissões”, observa.

O vereador Marcos Antonio, afirma que os referidos cargos considerados “fantasmas” estão ausentes da Casa Legislativa sem que ninguém saiba o paradeiro. “Em fevereiro de 2013 foi apresentado requerimento solicitando ao presidente Albert Dickson a relação nominal, lotação, indicação e salários desses cerca de 150 cargos, entretanto, só foi fornecida uma lista falseada em agosto deste ano. Nesta lista, foi identificado a presença de no mínimo 8 cargos comissionados fantasmas que continuam recebendo salários entre 4, 5 e 6 mil reais”, constata.

De acordo com o vereador do Psol, é notório o prejuízo para os cofres da Câmara Municipal de Natal, já que somente os 150 cargos implica numa despesa mensal de 628 mil reais/mês, totalizando 7 milhões e 200 mil reais num ano. “Contabilizando 54 cargos que deixaram de informar, o prejuízo é de 272 mil reais mensais. Em 13 meses o prejuízo é de 3,5 milhões de reais”, diz o vereador, acrescentando que o mais grave é o fato de constar na lista de fantasmas o nome de pastores evangélicos, inclusive do interior do Estado de cidades como Cerro Corá e Fernando Pedrosa, além de pastores supostamente lotados na Rádio Câmara, que segundo o vereador, sequer existe.

Concluindo, o vereador Marcos Antonio considera “impressionante”que diante de fato considerados por ele como “graves”, o presidente decida apenas instalar ponto eletrônico em todos os gabinetes como forma de retaliação, esquecendo que o crime não acontece nos gabinetes dos vereadores, mas nas indicações da Mesa Diretora.

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