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Vereadores discutiram homofobia durante sessão polêmica e tumultuada na Câmara

Data: 20 março 2013 - Hora: 15:23 - Por: Portal JH

Homofobia foi o assunto predominante nas discussões na sessão da tarde desta terça-feira no plenário da Câmara Municipal de Natal a partir do momento em que o presidente, vereador Albert Dickson (PP) apresentou um projeto para concessão de um título de cidadania ao bispo Robson Rodorvalho, ex-deputado federal do DEM do Rio de Janeiro. O vereador Sandro Pimentel (PSOL) alertou que “a Câmara Municipal corre o risco de conceder títulos à pessoas homofóbicas, racistas ou com processos, oportunidade em que foi contestado pelo vereador Albert Dickson, esclarecendo que existe uma diferença na conceituação. “A pessoa ser contra o casamento gay, por exemplo, não significa dizer que é contra os gays”, disse ele, estabelecendo-se a partir de então uma polêmica discussão sobre o assunto.

O vereador Rafael Motta, do PP, sugeriu que a matéria fosse retirada de pauta para posterior votação, sobre o argumento de que não conhece a pessoa do pastor Rodorvalho, enquanto Chagas Catarino disse que o pastor é um homem  que prega a palavra de Deus e jamais se posicionou contra homoxessuais. Luiz Almir afirmou que existe muita hipocrisia nesta discussão e que gay é como geladeira, em quase toda casa tem um ou dois. O vereador Jacó Jácome, que é evangélico da Assembleia de Deus, pediu para diferenciar “o joio do trigo”, ressaltando que nem todos que se manifestam contra são homofóbicos. Alberto Dickson disse concordar que existam questionamentos, mas assegurou que o bispo Robson Rodorvalho não é homofóbico.

Concluindo, o vereador Rafael Motta disse ser um direito regimental pedir vistas do projeto sobre a justificativa de que não conhece o bispo e com a votação sendo adiada iria examinar o currículo de Robson Rodorvalho para emitir seu voto com embasamento. Após ameaçar desistir de apresentar o projeto Albert Dicson concordou com a retirada e o projeto deverá ser votado na sessão de amanhã à tarde. Outros vereadores também se pronunciaram sobre o assunto, entre eles, Amanda Gurgel, do PSTU e Marcos Antonio, do PSOL

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