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Vergonha Nacional

Data: 26 janeiro 2013 - Hora: 12:14 - Por: Bob Motta

Eita, minha gente! Quando a gente pensa que já viu de tudo ma Terra Brazílis, eis que aparece um Mozarildo Cavalcante da vida; e dá uma “cagada de pato”; daquela “qui num tem jeito qui dê jeito”! Pois é; meus fíi; na segunda feira passada, o Senador Eduardo Suplici, com a melhor das intenções; de prestar uma mais que justa homenagem ao senhor Luiz Gonzaga do Nascimento; Luiz Lua Gonzaga para os íntimos ou seu Luiz, para os mais íntimos ainda; levou ao Senado da República Federativa do Brasil, o sanfoneiro Chambinho do Acordeon, que interpretou o Gonzagão no filme de Pai Prá Filho. Em lá chegando, o artista sofreu o constrangimento de ser barrado pelo Senador Mozarildo Cavalcante (num sei nem de onde o peste é… Nem me interessa saber…), sob alegação que o plenário da casa não era lugar adequado para aquele tipo de apresentação e/ou homenagem. Realmente, uma casa repleta de escândalos, de todo tipo de fuleragem possível e imaginável; não deve ter registrado em suas atas qualquer parte que seja da obra de um ícone nacional como Luiz Gonzaga, o Rei do Baião. S’avexe não, Chambinho! Seu Luiz tocou em Cabaré; mas no início de sua carreira… Mas uis beréu onde ele tocou e cantou; as meninas que faziam ponto por lá, respeitavam os clientes. A seu modo, no seu estilo; não havia bagunça, roubo, aliciamento, formação de quadrilha; muito menos conchavo com bicheiro. O único bicho que andava por lá e estava sempre em alta; diga-se de passagem; era o “bicho priquito”! Hoje, tem gente que não gosta, mas deixa prá lá… Repito, Chambinho; num s’avexe não qui o Senado num ta munto deferente do qui tô lhe falando não; meu fíi. Você na obra do Mestre Luiz Gonzaga, é herdeiro de primeiríssima linha… Finalizando minha solidariedade a você, Chambinho; eu cito um poeta matuto que você com certeza, jamais ouviu falar em seu nome. O nome do cabra é Bob Motta; que costuma dizer:
- Meu fíi, a pió herança,/ qui nuis dêxô seu Cabrá,/ foi uma ôta sacanage,/ maió qui a sexuá./ Tão grande, qui num se mede,/ e qui tem a sua sede,/ lá no Pranarto Centrá…

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