VETO

A política é feita de atos e encenações. Caso o PMDB anuncie esta semana o veto, oficialmente, ao nome da…

A política é feita de atos e encenações. Caso o PMDB anuncie esta semana o veto, oficialmente, ao nome da deputada Fátima Bezerra ao Senado, terá sido apenas um mero ato de formalidade. Em verdade, o veto a Fátima está definido desde o ano passado.

 

VETO

Na oportunidade, durante reunião dos líderes do PMDB com a cúpula do PT, coube ao presidente da Câmara, Henrique Alves, anunciar a Lula e a Dilma que “os empresários do RN não apóiam Fátima para o Senado”.

 

DIVERGÊNCIA

O fato gerou a reação instantânea do presidente do PT, Ruy Falcão, que não aceitou a tese. Quando a conversa começou a esquentar, Lula interveio, e disse: “Essa reunião é para discutir assuntos convergentes. Os temas divergentes depois”.

DESCULPA

Na falta do que dizer, o “veto empresarial” foi o argumento encontrado pelo PMDB para vetar o nome de Fátima na chapa peemedebista. Só que a realidade é bem outra. Na verdade, a aliança do PMDB com o PSB, tendo a ex-governadora Wilma de Faria como candidata ao Senado, “com apoio dos empresários”, já estava fechada. Há pesados interesses na candidatura de Wilma ao Senado. Políticos e privados.

AMARRAS

São consistentes as teias que prendem a ex-governadora Wilma de Faria à condição de candidata ao Senado ao lado do PMDB, seja com Henrique ao governo, seja com o empresário Fernando Bezerra. Wilma deverá ceder a esses interesses, em parte, também, por causa das fragilidades da sua administração.

 

FIEL

Com o veto do PMDB ao nome de Fátima para o Senado, crescem as chances de a petista compor com o vice-governador Robinson Faria como candidato ao governo. Neste caso, dois palanques fortes poderão animar a eleição no RN: Henrique ou Fernando Bezerra governador com Wilma senadora, versus Robinson governador e Fátima senadora. Uma força como a do prefeito Carlos Eduardo, com mais de 70% de aprovação popular, poderá ser decisiva na vitória de um dos lados. Para onde vai o pedetista?

DEM

A governadora Rosalba Ciarlini, por sua vez, vai jogar todas as fichas para tentar se candidatar à reeleição e, na campanha, provocar e, de preferência, chegar ao segundo turno. Candidata, a Rosa seria a terceira força eleitoral no quadro sucessório desde ano. Sua candidatura, porém, depende da Justiça e do DEM. Há quem aposte que Rosalba não conseguirá vencer as etapas.

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