Vídeo inédito mostra queda da aeronave de Eduardo Campos

O vídeo demorou a ser divulgado por conta de um erro no horário do sistema de monitoramento do equipamento

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Imagens gravadas por uma câmera de segurança de um prédio em Santos, litoral paulista, mostram pela primeira vez a queda da aeronave que matou o presidenciável Eduardo Campos (PSB) e outras seis pessoas no último dia 13 de agosto.

O vídeo demorou a ser divulgado por conta de um erro no horário do sistema de monitoramento do equipamento e foi concedido à TV Tribuna, filiada da TV Globo.

A queda aconteceu por volta das 10h em um bairro residencial de Santos. O candidato, terceiro nas pesquisas para as eleições de 5 de outubro e companheiro de chapa de Marina Silva, estava a bordo de um avião Cessna 560XL.

A aeronave havia decolado do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto do Guarujá (litoral de São Paulo), declarou em um comunicado Pedro Luís Farcic, chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica brasileira.

“Quando se preparava para aterrissar, o avião caiu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com a aeronave”, explicou.

No local do acidente, em uma área movimentada da cidade portuária de Santos, era possível observar o jato destruído em meio a escombros em chamas, de onde se elevava uma coluna de fumaça, constatou um fotógrafo da AFP no local. Várias casas também estavam em chamas.

Caixa-preta

A gravação da caixa-preta do avião em que estava Eduardo Campos (PSB) não tem registro de áudio do voo que causou a morte do presidenciável, o que deve dificultar a investigação das causas do acidente.

A Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou nesta que as duas horas de áudio, capacidade máxima de gravação do equipamento, obtidas e validadas por técnicos certificados, não correspondem ao voo de 13 de agosto.

Os dados da caixa-preta do jato Cessna 560XL foram extraídos e analisados por quatro técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Até o momento, não é possível determinar a data dos diálogos registrados no equipamento.

“Lamentei muito isso, porque esperava que o áudio resolvesse o ‘X’ da questão, ou pelo menos indicasse o motivo”, disse à Reuters o brigadeiro Mauro Gandra, ex-ministro da Aeronáutica.

O diretor de Regulamentação e Convenção Coletiva do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Rodrigo Spader, afirmou que a falta do áudio “atrapalha bastante” a apuração do ocorrido, ainda mais porque a caixa-preta do avião não tinha o registro de comandos executados pelo piloto nos instantes que antecederam o acidente, como nos equipamentos de aeronaves de maior porte.

A FAB disse que as razões pelas quais o áudio não corresponde ao voo “serão apuradas” e ressaltou que a gravação é “apenas um dos elementos levados em consideração durante o processo de investigação”.

Fonte: Yahoo

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